ESPIRITISMO: ROTA PARA A PLENITUDE

Novidades

2012-05-07 10:20

Centro Espírita e os Seus Desafios

A FERGS realizou no dia 06.05.2012 o Encontro Estadual de Trabalhadores e Dirigentes Espíritas, na Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes no Bairro Floresta.
O encontro foi abrilhantado pela presença de Nilton Andrade, ex-presidente da FERGS, que realizou um excelente painel abordando a temática o Centro Espírita e os Seus Desafios. Nilton foi muito feliz em sua abordagem, dividindo-a em tópicos:
  • TRABALHO INTEGRADO PARA ACOLHER, CONSOLAR E ESCLARECER;
  • EVANGELIZANDO GERAÇÕES;
  • A SUSTENTABILIDADE DO CENTRO ESPÍRITA;
  • O CONHECIMENTO NA PRÁTICA DO BEM;
  • UNIÃO: COMPROMISSO DE TODOS NÓS;
  • A COMUNICAÇÃO EM AÇÃO SOCIAL.

Após o painel inicial, os diretores dos departamentos da FERGS apresentaram um Painel Integrado, onde cada diretor abordou a finalidade de departamento diverso de sua área, mostrando assim a integração das áreas.
Helena Bertoldo  da Silva, diretora do Doutrinário, apresentou o Departamento de Infância e Juventude;
Marlise Ribeiro, diretora do DIJ apresentou o Departamento de Assistência e Promoção Social;
Marlene Bertoldo da Silva, diretora do DAPSE, apresentou o Departamento de Assuntos da Família;
Maria Georgina Valente, diretora do DAFA, apresentou o Departamento de Comunicação Social Espírita;
Gabriel Salum, dirertor do DECOM, apresentou o Departamento de Tecnologia da Informática;
Cleusa Schuch, coordenadora do ESDE, apresentou a presidência;
Maria Elisabeth Barbieri, presidente da FERGS, apresentou o Departamento Doutrinário.
Na parte da tarde os participantes do evento foram brindados com apresentações do Projeto Conte Mais e da Gestão do Saber Ambiental.
Aconteceram, também à tarde, oficinas temáticas sobre:
TRABALHO INTEGRADO PARA ACOLHER, CONSOLAR E ESCLARECER, tendo como oficineiros: Dairson Azambuja Gonçalves e Helena Bertoldo da Silva;
 
EVANGELIZANDO GERAÇÕES, tendo como oficineiras: Maria Georgina Valente e Marlise Ribeiro;
 
A SUSTENTABILIDADE DO CENTRO ESPÍRITA, tendo como oficineiras Beth Barbieri e Claudete Soares;
 
O CONHECIMENTO NA PRÁTICA DO BEM, tendo como oficineiras Rosi Possebon e Cleusa Schuch;
 
UNIÃO: COMPROMISSO DE TODOS NÓS, tendo como oficineiras Lea Bos e Vera Rodrigues;
 
A COMUNICAÇÃO EM AÇÃO SOCIAL, tendo como oficineiros: Gabriel Salum e Marlene Bertoldo da Silva.
Congratulamo-nos com os participantes do evento e agradecemos a todos os trabalhadores e dirigentes espíritas que atenderam ao convite para o evento.
Solidários seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vistas. (Bezerra de Menezes)
Algumas imagens do evento


 

Público

Público


Nilton de Andrade


Georgina e Marlise

Representantes da Sociedade Espírita Leon Denis

 Painel integrado - Gabriel Salum
 

Painel Integrado-Cleusa Schuch


Painel Integrado - Helena Bertoldo da Silva

Painel Integrado - Maria Georgina Valente


Painel Integrado - Gabriel Salum


Painel Integrado - Marlise Ribeiro


Painel Integrado - Marlene Bertoldo da Silva


Painel Integrado - Lea Boss


Painel Integrado - Beth Barbieri


Conte mais(Paulo) e DECOM (Gabriel)
2012-04-13 18:10

Anencefalia

Anencefalia

Publicado por José Aparecido em 13 abril 2012 às 17:32.
Rede Amigo Espírita


Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico , resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.

*

É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…

*

Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

Joanna de Ângelis


(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2011, quando o Supremo Tribunal de Justiça, estudava a questão do aborto do anencéfalo, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)Anencefalia

2012-03-19 10:32

AÇÕES PIONEIRAS DOS MOVIMENTOS CRISTÃO E ESPÍRITA

 

Antonio Cesar Perri de Carvalho - Ano 130 • Nº 20196 • Março 2012

As efemérides das publicações de Paulo e Estêvão (70 anos em julho) e de Viagem Espírita em 1862 (150 anos em  dezembro) merecem estudos e reflexões com vistas à transposição às situações de vida e à aplicação para a realidade atual.
Os dois livros têm foco em viagens, com diferenças de abrangência espacial e de duração temporal: em Paulo e Estêvão, o autor espiritual rememora a epopeia da trajetória de Paulo, o notável divulgador que com suas muitas viagens concretizou a disseminação do Cristianismo; em Viagem Espírita em 1862, Allan Kardec relata suas experiências de contatos diretos com os primeiros centros, caracterizando a primeira ação concreta de Movimento Espírita.Respeitadas as diferenças, ambos visitaram, apoiaram, orientaram e estimularam a formação de agremiações pioneiras.

Analisemos as duas obras que focalizam assuntos muito pertinentes aos trabalhadores espíritas de nossos tempos. Para conciliar a indulgência com a necessidade de reprimir o mal, assevera Gamaliel: 
– Toda a autoridade é de Deus. Nós somos simples instrumentos, meu filho.Ninguém se diminuirá por ser bom e tolerante. Quanto à providência mais digna, cabível no caso, é conceder liberdade a todos eles.1

Anota Kardec:

Em caso de dissidência, aquele que crer estar com a razão deverá prová-lo, sendo mais caridoso e mais benevolente. O erro estará, evidentemente, com aquele que denegrir o outro e atirar-lhe a pedra.2
Emmanuel considera que “A instituição de Antioquia era, então, muito mais sedutora que a própria igreja de Jerusalém. Vivia-se ali num ambiente de simplicidade pura, sem qualquer preocupação com as disposições rigoristas do judaísmo [...]”.3

O Codificador relata sua experiência:
[...] recolhemos exemplos admiráveis de zelo, abnegação e devotamento, numerosas demonstrações de caridade verdadeiramente evangélica que, com justa razão, poderíamos chamar: Belos traços do Espiritismo.As reuniões compostas exclusivamente de verdadeiros e sinceros espíritas, daqueles nos quais fala o coração, também apresentam um aspecto muito especial; todas as fisionomias refletem a franqueza e cordialidade; nós nos sentimos à vontade nesses ambientes simpáticos, verdadeiros templos da fraternidade [...].4

Sobre o episódio da pitonisa de Filipes, considerada um oráculo infalível e que mercantilizava seus dons: “Paulo, que nunca se conformou com a mercancia dos bens celestes, percebeu o mecanismo oculto dos acontecimentos e, senhor de todos os particulares do assunto, esperou que o visitante do invisível novamente aparecesse” e o admoestou: 

[...] por amor ao Evangelho; em nome de Jesus Cristo ordeno que te retires para sempre! Proíbo-te, em nome do Senhor, estabeleceres confusão entre as criaturas, incentivando interesses mesquinhos do mundo em detrimento dos sagrados interesses de Deus! Imediatamente a pobre rapariga recobrou energias e libertou-se da atuação malfazeja.5

Oportunos os comentários de Ismael Gomes Braga por ocasião do lançamento de Paulo e Estêvão:
 [...] Paulo de Tarso trabalhava como tecelão e Ananias como oleiro. [...] Os pregadores, os trabalhadores,os servidores da doutrina devem dar o exemplo de exercer uma profissão e nada receber pelos serviços que prestem à doutrina, ou por intermédio da doutrina aos seus irmãos em humanidade.
Livre-nos Deus do profissionalismo em Espiritismo! [...]6

Prosseguindo sobre a pitonisa, indagou Silas: “– Todavia, será o incidente uma lição para não entretermos relações com o plano invisível?”.7 Ao que Paulo
respondeu:

– Como pudeste chegar a semelhante conclusão? [...] O Cristianismo sem o profetismo seria um corpo sem alma. Se fecharmos a porta de comunicação com a esfera do Mestre, como receber seus ensinos? [...] Ninguém poderá fechar as portas que nos comunicam com o Céu. O Cristo está vivo e nunca morrerá. [...]7

E ainda citou as aparições do Cristo depois do Calvário, no Pentecostes, até mesmo quando o chamou às Portas de Damasco, e na libertação de Pedro, no cárcere.7

A prática da mediunidade merece outras observações de Emmanuel:
[...] A união de pensamentos em torno de um só objetivo dava ensejo a formosas manifestações de espiritualidade. Em noites determinadas, havia fenômenos de “vozes diretas”. A instituição de Antioquia foi um dos raros centros apostólicos onde semelhantes manifestações chegaram a atingir culminância indefinível.A fraternidade reinante justificava essa concessão do Céu. Nos dias de repouso, a pequena comunidade organizava estudos evangélicos no campo. A interpretação dos ensinos de Jesus era levada a efeito em algum recanto ameno e solitário da Natureza [...].8

Sobre a homogeneidade nas instituições Kardec observa:
[...] Naquelas, ao contrário, em que há divergência de sentimentos, onde as intenções não são inteiramente puras, em que se nota o sorriso sardônico e desdenhoso em certos lábios, onde se sente o sopro da malquerença e do orgulho, em que se teme a cada instante pisar o pé da vaidade ferida, há sempre mal-estar, constrangimento e desconfiança. [...]9

As linhas de atuação dos primeiros cristãos são destacadas: “[...] nossos serviços junto dos desfavorecidos da sorte, para que os seguidores do Evangelho, no futuro, não se arreceiem das situações mais difíceis e escabrosas, conscientes de que os mensageiros do Mestre os assistirão, sempre que se tornem instrumentos legítimos da fraternidade e do amor, ao longo dos caminhos que se desdobram à evolução da Humanidade”,10 concluindo Emmanuel: “A igreja tornou-se venerável por suas obrasde caridade [...]”.11

De forma coerente orienta Kardec: “[...] Pela prática da verdadeira caridade reconhecereis sempre um irmão, ainda que não seja espírita, e deveis estender-lhe a mão, porquanto, se ele não partilha de vossas crenças, nem por isso deixará de ser para vós menos benevolente e tolerante”,12 e complementa: “Fundai, então, uma sociedade sobre as bases da fraternidade, com ideias semelhantes! [...]”.13 A valorização das pessoas e dos colaboradores é ponderada por Emmanuel:

A existência humana é bem uma ascensão das trevas para a luz. A juventude, a presunção de autoridade, a centralização de nossa esfera pessoal, acarretam muitas ilusões, laivando de sombras as coisas mais santas. [...]14

O assunto é claro para o Codificador:
[...] nenhum entrave se oponha à propagação dessas ideias entre os seus subordinados.15
[...] Os que vissem os outros com olhos ciumentos provariam, só por isso, que estão sob má influência, desde que o Espírito do bem não pode produzir
o mal. Como bem o sabeis, reconhece-se a árvore pelos seus frutos. Ora, o fruto do orgulho, da inveja e do ciúme é um fruto envenenado que mata quem dele se nutre.16

E ainda destaca sobre o Espiritismo:
[...] sua influência é uma garantia de segurança para as relações sociais, por ser o mais poderoso freio às más paixões, às efervescências desordenadas, mostrando o laço de amor e de fraternidade que deve unir o grande ao pequeno e o pequeno ao grande. Fazei, pois, por vosso exemplo que logo se possa dizer: Praza a Deus que todos os homens sejam espíritas de coração!17

Significativa é a visão sobre a abrangência da difusão e a origem dos trabalhadores:
– Suponho que o Cristianismo não atingirá seus fins, se esperarmos tão só dos israelitas anquilosados no orgulho da Lei. Jesus afirmou que seus discípulos viriam do Oriente e do Ocidente.18

E Kardec vaticina:
[...] o Espiritismo será o traço de união que aproximará os homens divididos pelas crenças e pelos preconceitos mundanos; ele derrubará as mais fortes barreiras que separam os povos: o antagonismo nacional. À sombra dessa bandeira, que será o seu ponto de concentração, os homens se habituarão a ver irmãos naqueles que só viam como inimigos. [...]19

Interessante que, em outra obra, comenta o Codificador:
[...] A luz nova não constitui privilégio de nenhuma nação; para ela não existem barreiras, tem o seu foco em toda a parte e todos os homens são irmãos. [...]20
A coerência entre as duas obras históricas na visão sobre os trabalhadores pode ser culminada com a evocação do Mestre: “Eu, porém, no meio de vós, sou como aquele que serve”.21

2012-02-28 09:27

A NECESSIDADE DE ATENÇÃO... É PRECISO VIGIAR...

 

ESTEJAMOS ATENTOS!

 

 Publicado na Revista Espírita de dezembro de 1863

(Reunião particular. 25 de fevereiro de 1863) - (Médium, Sr. d’Ambel) 
 
Há no momento uma recrudescência de obsessão, resultado da luta que inevitavelmente devem sustentar as ideias novas contra seus adversários encarnados e desencarnados. Habilmente explorada pelos inimigos do Espiritismo, a obsessão é uma das provas mais perigosas que ele terá de sofrer, antes de se fixar de maneira estável no espírito das populações, por isto deve ser combatida por todos os meios possíveis, e sobretudo pela prudência e pela energia de vossos guias espirituais e terrestres.
 
De todos os lados surgem médiuns com supostas missões, chamados, ao que dizem, a tomar em mãos a bandeira do Espiritismo e plantá-la sobre as ruínas do velho mundo, como se nós viéssemos destruir, nós que viemos apenas para construir.
 
Não há individualidade, por medíocre que seja, que não tenha encontrado, como Macbeth, um Espírito para lhe dizer: “Tu também serás rei”, e que não se julgue designada a um apostolado muito especial.
 
Há poucas reuniões íntimas, e mesmo grupos familiares, que não tenham contado entre os seus médiuns ou seus simples crentes, uma alma bastante enfatuada para se julgar indispensável ao sucesso da grande causa; muito presunçosa para contentar-se com o modesto papel do obreiro que traz a sua pedra para o edifício. Ah! meus amigos! Quanto empenho por pouco resultado!
 
Quase todos os novos médiuns, em seu início, são submetidos a essa perigosa tentação. Alguns resistem a isso, mas muitos sucumbem, ao menos por algum tempo, até que sucessivos revezes venham desiludi-lo.
 
Por que permite Deus uma prova tão difícil, senão para provar que o bem e o progresso jamais se estabelecem em vosso íntimo sem trabalho e sem combate; senão para tornar o triunfo da verdade mais brilhante pelas dificuldades da luta? O que querem certos Espíritos da erraticidade, fomentando entre as mediocridades da encarnação essa exaltação do amor-próprio e do orgulho, senão entravar o progresso? Sem o querer, eles são os instrumentos da provação que porá em evidência os bons e os maus servos de Deus. A este, tal Espírito promete o segredo da transmutação dos metais, como a um médium de R...; àquele, como ao Sr..., um Espírito revela supostos acontecimentos que vão realizar-se, fixa as épocas, precisa as datas, nomeia os atores que devem concorrer ao drama anunciado; a tal outro, um Espírito mistificador ensina a incubação dos diamantes; a outros ainda indicam tesouros ocultos, prometem fortuna fácil, descobertas maravilhosas, a glória, as honrarias, etc. Numa palavra, todas as ambições e todas as cobiças dos homens são habilmente exploradas por Espíritos perversos. Eis por que de todos os lados vedes esses pobres obsedados preparando-se para subir ao Capitólio, com uma gravidade e uma arrogância que entristecem o observador imparcial.
 
Qual o resultado de todas essas promessas falaciosas? As decepções, os dissabores, o ridículo, por vezes a ruína, justa punição do orgulho presunçoso que se julga chamado a fazer melhor que todo mundo, desdenha os conselhos e desconhece os verdadeiros princípios do Espiritismo.
 
Tanto é a modéstia o apanágio dos médiuns escolhidos pelos bons Espíritos, quanto o orgulho, o amor-próprio e, digamo-lo, a mediocridade são os caracteres distintivos dos médiuns inspirados pelos Espíritos inferiores. Tanto os primeiros desprezam as comunicações que recebem, quando estas se afastam da verdade, quanto os últimos mantêm contra todos a superioridade do que lhes é ditado, mesmo que seja um absurdo.
 
Daí resulta que, conforme as palavras pronunciadas na Sociedade de Paris, por seu presidente espiritual, São Luís, uma verdadeira Torre de Babel está em vias de edificar-se entre vós. Aliás, fora preciso ser cego ou iludido para não reconhecer que à cruzada dirigida contra o Espiritismo pelos adversários natos de toda doutrina progressista e libertadora, se junta uma cruzada espiritual, dirigida por todos os Espíritos pseudossábios, falsos grandes homens, falsos religiosos e falsos irmãos da erraticidade, fazendo causa comum com os inimigos terrestres, em meio a essa multidão de médiuns por eles fanatizados, aos quais ditam tantas elucubrações mentirosas.
 
Mas vede o que resta de todos esses andaimes erigidos pela ambição, pelo amor-próprio e pela inveja. Quantos não vistes desabar e quantos ainda vereis desabar! Eu vos digo que todo edifício que não se assenta sobre a verdade, a única base sólida, cairá, porque só a verdade pode desafiar o tempo e triunfar de todas as utopias.
 
Espíritas sinceros, não vos amedronteis com o caos momentâneo. Não está longe o momento em que a verdade, desvencilhada dos véus com os quais querem cobri-la, sairá mais radiosa do que nunca, e em que a sua claridade, inundando o mundo, fará voltarem para a sombra seus obscuros detratores, por um instante postos em evidência para a sua própria confusão.
 
Assim, pois, meus amigos, tendes que vos defender, não só contra os ataques e calúnias de vossos adversários vivos, mas também contra as manobras ainda mais perigosas dos adversários da erraticidade. Fortalecei-vos, pois, em estudos sadios, e sobretudo pela prática do amor e da caridade, e retemperai-vos na prece. Deus sempre ilumina os que se consagram à propagação da verdade, quando agem de boa-fé e desprovidos de toda ambição pessoal.
 
Além disso, espíritas, que vos importam os médiuns que, afinal de contas, não passam de instrumentos! O que deveis considerar é o valor e o alcance dos ensinamentos que vos são dados; é a pureza da moral que vos é ensinada; é a clareza e a precisão das verdades que vos são reveladas; é, enfim, ver se as instruções que vos dão correspondem às legítimas aspirações das almas de escol, e se estão em conformidade com as leis gerais e imutáveis da lógica e da harmonia universal.
 
Os Espíritos imperfeitos, que representam um papel de apóstolo junto a seus obsedados, bem sabeis, não têm o menor escrúpulo em enfeitar-se com os mais venerados nomes; assim, seria um disparate se eu, que sou um dos últimos e mais obscuros discípulos do Espírito de Verdade, me lamentasse do abuso que alguns fizeram de meu modesto nome; assim, repetirei incessantemente o que dizia a meu médium, há dois anos: “Jamais julgueis uma comunicação mediúnica pelo nome que a assina, mas apenas por seu conteúdo intrínseco.”
 
É urgente que vos ponhais em guarda contra todas as publicações de origem suspeita que aparecem ou que vão aparecer, contra todas aquelas que não teriam uma atitude franca e clara, e tenhais como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou do mundo invisível, com o objetivo de lançar entre vós o facho da discórdia.
 
Cabe a vós não vos deixardes apanhar, pois tendes todos os elementos necessários para apreciá-las. Mas, tende igualmente como certo que todo Espírito que a si mesmo se anuncia como um ser superior, e sobretudo como de uma infalibilidade a toda prova, é, ao contrário, o oposto do que se anuncia tão pomposamente.
 
Desde que o piedoso Espírito de François-Nicolas Madeleine teve a bondade de me aliviar de uma parte de meu fardo espiritual, pude considerar o conjunto da obra espírita e fazer a estatística moral dos obreiros que trabalham na vinha do Senhor. Ah! Se tantos Espíritos imperfeitos se imiscuem na obra que perseguimos, tenho o pesar maior de constatar que entre os nossos melhores auxiliares da Terra, muitos vergaram ao peso de sua tarefa e pouco a pouco tomaram a trilha de suas antigas fraquezas, de tal sorte que as grandes almas etéreas que os aconselhavam foram, desde então, substituídas por Espíritos menos puros e menos perfeitos.
 
Ah! Eu sei que a virtude é difícil, mas nem queremos nem pedimos o impossível. Basta-nos a boa vontade, quando acompanhada do desejo de fazer o melhor.
 
Meus amigos, em tudo o relaxamento é pernicioso, porque muito será pedido aos que, depois de se terem elevado por uma renúncia generosa à sua própria individualidade, caírem no culto da matéria, e ainda se deixarem invadir pelo egoísmo e pelo amor a si mesmos. Não obstante, oramos por eles e a ninguém condenamos, porque sempre devemos ter presente na memória este ensino magnífico do Cristo: “O que estiver sem pecado atire a primeira pedra.”
 
Hoje vossas falanges engrossam a olhos vistos e vossos partidários se contam aos milhões. Ora, em razão do número de adeptos, deslizam sob falsas máscaras os falsos irmãos dos quais ultimamente vos falou vosso presidente temporal. Não que eu venha recomendar-vos que não sejam abertas vossas fileiras senão às ovelhas sem mancha e as novilhas brancas; não, porque, mais que todos os outros, os pecadores têm direito de encontrar entre vós um refúgio contra suas próprias imperfeições. Mas aqueles dos quais vos aconselho que desconfieis são esses hipócritas perigosos, aos quais, à primeira vista, se é tentado e conceder toda a confiança. Com o auxílio de uma atitude rígida, sob o olho observador das massas, eles conservam esse ar sério e digno que leva a dizerem deles: “Que criaturas respeitáveis!” ao passo que, sob essa respeitabilidade aparente, por vezes se dissimulam a perfídia e a imoralidade.
 
Eles são acessíveis, obsequiosos, cheios de amenidades; eles insinuam-se nos interiores; eles entram voluntariamente na vida privada; eles escutam atrás das portas e se fazem surdos para escutar melhor; eles pressentem as inimizades, atiçam-nas e as alimentam; eles vão aos campos opostos, indagando, interrogando sobre cada um. O que faz este? De que vive aquele? Quem é fulano? Conheceis sua família? Depois os vereis ir surdamente desfilar na sombra as pequenas maledicências que conseguiram recolher, tendo o cuidado de envenená-las com untuosas calúnias. “São rumores em que a gente não acredita”, dizem eles, mas acrescentam: “Onde há fumaça há fogo, etc., etc.”
 
A esses tartufos da encarnação reuni os tartufos da erraticidade e vereis, meus caros amigos, quanto tenho razão de vos aconselhar a agir, de agora em diante, com extrema reserva e de vos guardardes de toda imprudência e de todo entusiasmo irrefletido.
 
Eu vo-lo disse, estais num momento de crise, dificultado pela malevolência, mas do qual saireis mais fortes, com firmeza e perseverança.
 
O número dos médiuns é hoje incalculável e é desagradável ver que alguns se julgam os únicos chamados a distribuir a verdade ao mundo e se extasiam ante banalidades que consideram monumentos, pobres iludidos que se abaixam ao passar sob os arcos de triunfo, como se a verdade tivesse esperado a sua vinda para ser anunciada. Nem o forte, nem o fraco, nem o instruído, nem o ignorante tiveram esse privilégio exclusivo, porquanto foi por intermédio de mil vozes desconhecidas que a verdade se espalhou, e é justamente por essa unanimidade que ela soube ser reconhecida.
 
Contai essas vozes; contai os que as escutam; contai sobretudo aqueles cujos corações elas tocam, se quiserdes saber de que lado está a verdade.
 
Ah! Se todos os médiuns tivessem fé! Eu seria o primeiro a inclinar-me diante deles. Mas eles não têm, na maior parte do tempo, senão fé em si mesmos, tão grande é o orgulho na Terra! Não, sua fé não é aquela que transporta montanhas e que faz andar sobre as águas! É o caso de repetir aqui a máxima evangélica que me serviu de tema quando me fiz ouvir pela primeira vez entre vós: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.
 
Em suma, publicações à direita, publicações à esquerda, publicações por toda parte, pró ou contra, em todos os sentidos e sob todas as formas; críticas exageradas da parte de pessoas que dele nada sabem; sermões fogosos de pessoas que o temem; em suma, digo eu, o Espiritismo está na ordem do dia. Ele revolve todos os cérebros e agita todas as consciências, privilégio exclusivo das grandes coisas. Todos pressentem que ele leva em si o princípio de uma renovação, que uns apoiam com os seus votos e outros temem.
 
Mas, de tudo isto, o que restará? Desta Torre de Babel o que jorrará? Uma coisa imensa: a vulgarização da ideia espírita, e como doutrina, o que será verdadeiramente doutrinário!
 
Esse conflito é inevitável, porque o homem é manchado de muito orgulho e egoísmo para aceitar sem oposição uma verdade nova qualquer. Digo mesmo que esse conflito é necessário, porque é o atrito que desfaz as ideias falsas e faz ressaltar a força das que resistem.
 
Em meio a essa avalanche de mediocridades, de impossibilidades e de utopias irrealizáveis, a verdade esplêndida espalhar-se-á na sua grandeza e na sua majestade.
 
ERASTO

 

 

2012-02-11 08:43

Carnaval: Instalação de lamentáveis obsessões coletivas que entorpecem multidões.

 

O Carnaval - Época aproveitada pelos Espíritas sinceros, que não participam de festas lamentáveis como as que marcam o carnaval,  para com suas formas pensamentos poderem colaborar com as equipes espirituais, no intenso trabalho levado a efeito no plano espiritual a fim de que os enganados foliões de hoje, desencarnados tristes de amanhã, possam talvez libertar-se do jugo mental crescente. Procurando através da oração sincera amenizar as dores vindouras e colaborar no saneamento da atmosfera psíquica ocasionada, nestas situações!

segue abaixo passagem de duas obras de expressivo valor para nos ajudar a meditar sobre o Carnaval.

 

 

"Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. A verdadeira alegria não foge da temperança."
André Luiz - Conduta Espírita - Psicografia de Francisco Candido Xavier - cap. 37
 

(...) Depois de algumas instruções bem delineadas, fomos informados de que o tempo de serviço nessa etapa inicial seria de um mês aproximadamente, mediando entre as festividades de verão no país e a chegada da Quaresma, abrangendo o período do Carnaval.

         Seria, nesse período, que nos movimentaríamos atendendo ao dever para o qual nos preparávamos.

         Em face dos desconcertos emocionais que os exageros festivos produzem nas criaturas menos cautelosas, há uma verdadeira infestação espiritual perturbadora da sociedade terrestre, quando legiões de Espíritos infelizes, ociosos e perversos, são atraídas e sincronizam com as mentes desarvoradas. Nesse período, instalam-se lamentáveis obsessões coletivas que entorpecem multidões, dizimas existências, alucinam valiosos indivíduos que se vinculavam a formosos projetos dignificadores.

         A seguir, convocou-nos a visitar uma das capitais brasileiras próxima, na qual a explosão da alegria popular, num denominado festival de verão, era ampliada pelo abuso do álcool, das drogas e do sexo desvairado.

         Imediatamente, vimo-nos em movimentada artéria praiana, feericamente adornada, na qual centenas de milhares de pessoas entregavam-se ao desbordar das paixões.

         A música ensurdecedora atordoava a massa informe, compacta e suarenta que se agitava ao ritmo alucinante, enquanto era estimulada por especialidades na técnica de agitação popular.

         Acurando a vista, podia perceber que, não obstante a iluminação forte, pairava uma nuvem espessa onde se agitava outra multidão, porém, de desencarnados, mesclando-se com as criaturas terrestres de tal forma permeada, que se tornaria difícil estabelecer fronteiras delimitadoras entre uma e outra faixa de convivência.

         A nudez predominava em toda parte, os movimentos eróticos e sensuais dos corpos com abundante transpiração exsudavam o forte cheiro das drogas ingeridas ou injetadas, produzindo estranho quanto desagradável odor às nossas percepções.

         No pandemônio natural que se fazia, esses Espíritos, perversos uns, exploradores outros, vampirizadores em número expressivo, exploravam os seus dependentes psíquicos em lamentável promiscuidade, submetendo-os a situações deploráveis e a prazeres grosseiros que nos chocavam, apesar da nossa larga experiência em relação a conúbios dessa ordem...

         Eu imaginava, como é possível que o ser humano destes formosos dias de cultura, de ciência e de tecnologia, se permitiam tantas sensações selvagens e irresponsáveis!

         O desfile parecia não ter fim, sempre aturdido pelos conjuntos musicais de textura primitiva, que os hipnotizavam, impedindo o discernimento. Era compreensível que se permitissem todos os tipos de lascívia e de perversão, já que a multidão era um corpo informe, no qual as pessoas não dispunham de espaço para a livre movimentação, ensejando a confusão dos sentidos e a mescla absurda dos stritos físicos.

         Tratava-se, porém, do culto à deusa Folia, numa enxurrada física e psíquica das mais vulgares e pervertidas, em cujo prazer todos entregavam-se ao olvido da responsabilidade, ao afogamento das mágoas e à liberação das paixões primitivas.

         Jovens e adultos pareciam haver perdido o direcionamento da razão, deixando-se enlouquecer pelo gozo exagerado, como se tudo ficasse centralizado naquele momento e nada mais houvesse após.

         Criminosos de várias classes misturavam-se aos foliões esfuziantes e tentavam furtá-los, roubá-los, agredindo-os com armas brancas, ao tempo em que psicopatas perversos utilizavam-se da confusão para darem largas aos distúrbios que o assinalavam.

         Altercações e brigas violentas, que culminavam em homicídios infelizes, misturavam-se aos disparates da festa que não cessava, porque, naquela conjuntura, a vida era destituída de significado e de valor.

         Não saíra da perplexidade em que me encontrava, quando o irmão Petitinga veio em meu auxílio, comentando:

-                                 Passada a onda de embriaguez dos sentidos, os rescaldos da festa se apresentarão nos corpos cansados, nas mentes intoxicadas, nas emoções desgovernadas e os indivíduos despertarão com imensa dificuldade para adaptar-se à vida normal, às convenções éticas, necessitando prosseguir na mesma bacanal até a consumpção das energias.

“Amolentados pelas extravagâncias, saudosos da luxúria desmedida e ansiosos por novos acepipes, tentarão transformar todas as horas da existência no delírio a que ora se entreguem... Tentarão investir todos os esforços para que se repitam os exageros, e porque as loucuras coletivas  fazem-se com certa periodicidade e eles dependem desse ópio para aquecer-se de si mesmos, passam a viver exclusivamente o dia-a-dia do desequilíbrio em pequenos grupos, nos barzinhos, nos guetos e lugares promíscuos, nos subterrâneos do vício onde se desidentificam com a vida, com o tempo e com o dever.

         “Tornando insuportável a situação de cada uma dessas vítimas voluntárias do sofrimento futuro, os parasitas espirituais que se lhes acoplam, os obsessores que os dominam, explorando suas energias, atiram-nos aos abismos da luxúria cada vez mais desgastante, do aviltamento moral, da violência, a fim de mantê-los no clima próprio, que lhes permite a exploração até a exaustão de todas as forças.

         “É muito difícel, no momento, estancar-se a onda crescente da sensualidade, do erotismo, da depravação nas paisagens terrenas, especialmente em determinados países. Isto porque, as autoridades que governam algumas cidades e nações, com as exceções compreensíveis, estão mais preocupadas com a conquista de eleitores para os iludir, do que interessadas na sua educação. A educação, que liberta da ignorância, desperta para o dever e a conscientização das massas, não sendo de valor para esses governantes, porque se o povo fosse esclarecido os desapeava do poder de que desfrutam, em face da claridade mental e do discernimento. Reservam então altas verbas para serem aplicadas no desperdício moral, disfarçando as doações sob a justificava de que se trata de utilização para o lazer e a recreação, quando estes são opostos aos exageros dos sentimentos físicos. Mais recentemente, foram encontradas outras explicações para a legalização das bacanais públicas, sob os holofotes poderosos da Mídia, como sejam as do turismo, que deixa lucros nas cidades pervertidas e cansadas da luxúria. É certo que atraem os turistas, alguns para observar os estranhos comportamentos das massas, que têm em conta de subdesenvolvidas, de atrasadas, de primitivas, permanecendo em camarotes de luxo, como os antigos romanos contemplando as arenas festivas, nas quais, os assassinatos legais misturavam-se às danças, às lutas de gladiadores e ao teatro fescenino... Outros, para atenderem aos próprios tormentos, malcontidos, que podem ser liberados com total permissão, durante os festejos incomuns. E outros, porque necessitam de carnes novas para o comércio sexual, especialmente se está recheado de crianças vendidas por exploradores hábeis e pais infelizes.

         “Por outro lado, os veículos de informação de massa exaltam o corpo, fomentam as paixões sensoriais, induzindo as novas gerações e os adultos frustrados ao deboche, ao fetiche das sensações, transformando a sociedade em um grande lupanar.

         Não é do meu feitio entretecer considerações que possam tornar-se críticas destrutivas, mas havemos de convir que, sobreviventes que somos da morte, não podemos deixar de considerar que os enganados foliões de hoje serão os desencarnados tristes de amanhã, queiramos ou não, sendo de lamentar-se a situação na qual despertarão após a perda do veículo orgânico.

         “Só a educação, em outras bases, quando a ética e a moral renascerem no organismo social, irá demonstrar que para ser feliz e para recrear-se, não se torna imperioso o vilipêndio do ser, nem a sua desintegração num dia, esquecendo-se da sua eternidade.”

         Nesse comenos, o nosso condutor convidou-nos para a primeira tarefa que se iniciara naquela cidade mesmo, embora o som terrível e flagelador da música agressiva e da algazarra dos seus aficionados.

         - Sigamos à resistência de um dos nossos amigos – convidou-nos – que trouxe a tarefa de restaurar o pensamento de Jesus na atualidade, e, no entanto, encontra-se experimentando grave e perigoso transe mental.       

Manoel Philomeno de Miranda no livro Entre Dois Mundos - psicografia de Divaldo pereira Franco - Capítulo 6

2012-02-03 08:43

Entrevista Divaldo Franco

 

Entrevista Divaldo Franco

 

 

 

O Evangelho é o guia de todos os momentos

Reformador: Quais as consequências da atitude de dirigentes espíritas que, preocupados em obter recursos financeiros para a Casa Espírita, vendem todo tipo de livro espírita, não espírita, sem critério de seleção, e realizam vários tipos de atividades para captação de recursos?

Divaldo: Os espíritas, temos a obrigação de manter as instituições que criamos. Necessitamos tirar o escorpião do bolso e colocar a mão lá dentro. Não é lícito que peçamos àqueles que não são espíritas para que sustentem as nossas atividades espíritas. Podemos fazer a divulgação do nosso trabalho e solicitar a pessoas generosas, que gostam de realizar o bem, que nos ajudem no enobrecimento. Mas, não criarmos instituições para que outros se encarreguem de mantê-las. Há um velho ditado que informa “que não devemos pôr o chapéu onde o braço não chega”. Porque, momento virá, em que não alcançando o local, o chapéu cai. Estamos acostumados a arranjar mecanismos de sustentação do Centro Espírita, de ampliá-lo indefinidamente, esquecendo-nos das bases doutrinárias. Não são compatíveis, esses movimentos – bingos, rifas, bailes – na Casa Espírita.

A pretexto de fazermos o bem, não nos é lícito utilizar-nos de meios que não correspondam à qualidade de nossos ideais, porque, desse modo, seria mais lucrativo realizar atividades consideradas ilícitas. Nesse raciocínio de que os meios vão levar-nos a um objetivo elevado, tese, aliás, marxista, de que os meios justificam os fins, estamos cometendo uma deslealdade para com o Espiritismo. Que as nossas casas realizem o que seja possível com os recursos disponíveis na ocasião.

Reformador: O que pensar do Centro Espírita que quer ministrar curso e promover encontro de trabalhadores de vários centros, querendo, enfim, fazer o trabalho que compete à Federativa Estadual?

Divaldo: Não são poucos aqueles que assim procedem. Viajando muito, temos encontrado emvários Estados do nosso país essa forma de divisionismo. Determinado Centro é muito frequentado As pessoas aderem, por causa deste ou daquele motivo. E, logo, os dirigentes acreditam-se com poder federativo. Começam a competir. Cabe à Federação estadual explicar a esses companheiros, que a tarefa de divulgação coletiva pertence ao órgão federativo. Que o órgão federativo é a sua representação. Só existe o órgão federativo porque existe o Centro Espírita, não havendo motivo para competição, mas sim para cooperação.

Reformador: Segundo Léon Denis em O Espiritismo na Arte: “[...] dotarão a humanidade de tesouros de arte, de poesia, cujas riquezas e dimensão não poderíamos medir no momento e que se tornarão para ela fonte inesgotável de júbilo, de verdade e beleza”. Já estamos vivendo este futuro, este momento?

Divaldo: Estamos nos preparando para ele. Porque também virão os Espíritos artistas. Eles já estão reencarnando.Vemos em todo o mundo crianças regendo orquestras, falando idiomas diversos que não estudaram, e deslumbrando... Aí estão espetáculos extraordinários de reencarnação, quais os de cegos de nascença pintando obras de alto quilate artístico. Então, também a arte espírita vai ter os seus missionários, que nos encantarão com esse material extraordinário, que vem do mundo espiritual. A película cinematográfica Nosso Lar está sendo exibida agora nos Estados Unidos. Recebemos a informação de que já está traduzida ao inglês, portanto, alcançando outros países como o Japão...

Quando lograríamos isso, se não fosse através do cinema, através das artes cênicas? A Federação Espírita Brasileira, desde 1945 até o começo do ano passado, vendeu quase dois milhões de exemplares do livro Nosso Lar. O filme, em um mês, foi assistido por mais de dois milhões de pessoas. As obras espíritas, especialmente as de Allan Kardec e de André Luiz, passaram a ser mais vendidas, encontram-se gravadas em DVDs, em leituras virtuais, na Internet... Então, a Arte é um caminho extraordinário para a divulgação. A preocupação nossa deverá ser a de manter a qualidade doutrinária em todas as formas de apresentação.

Reformador: Como devem agir as Entidades Federativas e os espíritas junto à sociedade, nos fóruns e nas atividades da sociedade?

Divaldo: O Codificador, falando sobre os vários períodos por que passaria a Humanidade, disse que o último seria o da transformação social. Então, o Espiritismo tem recursos para contribuir grandemente em favor da construção da sociedade melhor. Não podemos omitir-nos, quando convidados a opinar. Não podemos, em nome da falsa humildade, estar ausentes dos movimentos sociais, daqueles que objetivam atender à comunidade.

Causou um grande impacto, a fotografia do presidente da FEB entregando o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho à presidente Sra. Dilma Rousseff. Além de ter ficado uma foto bonita, foi oportuna, pois o caro Nestor, ao ser informado de que a presidente passaria por ali, decidiu presenteá-la com o excelente livro e aguardou-a pacientemente, conseguindo um final feliz. Ela ficou muito feliz ao recebê-lo, e tenho certeza de que foi lê-lo, ou olhá-lo pelo menos por curiosidade. Então, a omissão é um “pecado” tão grave, quanto o é a perturbação.

Convidados para servir na sociedade, na elaboração de leis, nos movimentos como aqueles contrários ao aborto, à eutanásia, ao suicídio, cabe-nos estar presentes, o que, aliás, tem ocorrido, sendo importante a participação dos espíritas, porque não podemos estar marginalizados da sociedade. Graças a esse comportamento, temos retardado que essa lei criminosa em favor do aborto se torne realidade. O Movimento, por exemplo, para acabar com a pobreza, não nos pode encontrar de braços cruzados. Vamos participar dessas atividades dignificadoras da sociedade, mas que isso não seja a nossa prioridade, mas uma consequência dos nossos trabalhos doutrinários, dentro do ângulo da caridade recomendada pelo Codificador.

Reformador: Estamos próximos do Sesquicentenário de O Evangelho segundo o Espiritismo. O que representa este livro para o momento em que estamos vivendo?

Divaldo: É a obra que coroa a Codificação. O Livro dos Espíritos é a filosofia que responde a todos as questões afligentes que a criatura humana traz no seu bojo, desde os primórdios. O Livro dos Médiuns oferece-nos o campo investigativo da ciência para comprovar a sobrevivência e a comunicabilidade dos Espíritos. O Evangelho é Jesus de volta. É a parte dúlcida do Espiritismo, em que o Mestre retorna com toda a sua exuberância, na condição de Paracleto, de Consolador, de Iluminador de consciências.

Não que os outros livros, O Céu e o Inferno e A Gênese não tenham, também, extraordinários valores. Mas o Evangelho é o apoio moral. É a estrutura básica. É o retorno dos dias encantadores em que Jesus esteve conosco. Muitas vezes, reflexionando, começo a pensar como seriam aqueles dias, fazendo paralelo com os nossos dias. Ante a dureza dos tempos modernos, eu me pergunto: 
– Meu Deus! Onde estão aqueles pobres, a que O Evangelho segundo o Espiritismo se refere?
Onde estão as ações caridosas daquela dama, tão bem relatadas, que saía pelos bairros pobres de Paris distribuindo recursos aos mais infelizes, e que levava a filha? Os pobres de hoje são tão revoltados, anatematizados por várias aflições! E os generosos estão estressados. Dizem-se cansados, aturdidos. O Evangelho é a água lustral para nos propiciar a verdadeira harmonia interior.

Para mim tem sido o guia de todos os momentos. Leio-o todos os dias. Em cada instante procuro reflexionar e repito aquilo que um grupo de americanos realizou nos anos trinta, do qual nasceu o livro Em seus passos, que faria Jesus?

Toda vez, quando sou defrontado por um desafio, e tenho dificuldade de discernir para acertar no menos prejudicial, eu me pergunto:
– O que Jesus faria nesta situação? 
Abro, então, o Evangelho por acaso, esse acaso telementalizado, e a resposta, às vezes, é tão severa que eu tremo, parecendo que é o próprio Mestre quem me responde.
Como tivemos um grande encantamento pelo Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos, como celebramos com menos brilhantismo o de O Livro dos Médiuns, porque um grande número de espiritistas e de médiuns nunca o estudaram, nem o leram em profundidade, que, pelo menos, no Sesquicentenário de O Evangelho segundo o Espiritismo, possamos fazer que ele chegue ao maior número possível de criaturas humanas, que cada um de nós seja-lhe multiplicador das mensagens libertadoras. Que as nossas Federativas possam imprimir muitos exemplares através da FEB ou por conta própria, para o divulgarmos ao máximo, porque o mundo chora, o mundo sofre e tem necessidade de conforto moral. As dores são crescentes. O desespero toma conta da sociedade em todos os segmentos. E o Evangelho é o lenço que enxuga as lágrimas, que retira o suor, mas é, também, a estrela polar, que está à frente apontando os rumos para que sigamos na direção de Jesus, que é a Estrela de Primeira Grandeza, existente com todo o fulgor.

 

N. da R.: As respostas completas a todas as questões da Entrevista com Divaldo Pereira Franco, realizada na Reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, no dia 12/11/2011, serão incluídas oportunamente em livro a ser editado pela FEB.

2011-12-07 11:38

O SIGNIFICADO DO NATAL PARA OS ESPÍRITAS

O significado do Natal para os espíritas
Marta Antunes Moura
Natal é comemorado no dia 25 de dezembro porque a data foi retirada de uma festa pagã muito popular existente na Roma antiga, e que fora oficializada pelo imperador Aureliano em274 d. C. A finalidade da festa era homenagear o deus sol Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invicto)   considerado a primeira divindade do império romano  e festejar o início do solstício de inverno.

Com o triunfo do Cristianismo, séculos depois, a data foi utilizada pela igreja de Roma para comemorar o nascimento do Cristo (que, efetivamente, não ocorreu em 25 de dezembro), considerado, desde então, como o verdadeiro “sol” de justiça. Com o passar do tempo, hábitos e costumes de diferentes culturas foram incorporados ao Natal, impregnando o de simbolismo: a árvore natalina, por exemplo, é contribuição alemã, instituída no século XVI, com o intuito de reverenciar a vida, sobretudo no que diz respeito aos pinheiros, que conservam a folhagem verde no inverno; o presépio foi ideia de Francisco de Assis, no século XIII. As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos com que no passado se adornavam o carvalho, precursor da atual árvore de Natal. 

Antes de serem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores, como um sinal de purificação, e as chamas acesas no dia 25 de dezembro são uma referência ao Cristo, entendido como a luz do mundo. A estrela que se coloca no topo daárvore é para recordar a que surgiu em Belém por ocasião do nascimento de Jesus. Os cartões de Natal apareceram pela primeira vez na Inglaterra, em meados do século XIX. Os espíritas veem o Natal sob outra ótica, que vai além da troca de presentes e a realização do banquete natalino, atividades típicas do dia. Já compreendem a importância de renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício.

Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em espírito.
 A despeito do relevante significado que envolve o nascimento e a vida do Cristo e sua mensagem evangélica, sabemos que muitos representantes da cristandade agem como cristãos sem o Cristo, porque vivenciam um Cristianismo de aparência.

Neste sentido, afirmava o Espírito Olavo Bilac que “ser cristão é ser luz ao mundo amargo e aflito, pelo dom de servir à Humanidade inteira”. Chegará a época, contudo,em que Jesus, o guia e modelo da Humanidade terrestre, será reverenciado em espírito e verdade; Ele deixará de ser visto como uma personalidade mítica, distante do homem comum; ou mero símbolo religioso que mais se assemelha a uma peça de museu, esquecida em um canto qualquer, empoeirada pelo tempo. Não podemos, contudo, perder a esperança. Tudo tem seu tempo para acontecer.

No momento preciso, quando se operar a devida renovação espiritual da Humanidade, indivíduos e coletividades compreenderão que [...] Jesus representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei [...].

Distanciado dos simbolismos e dos rituais religiosos, o espírita consciente procura festejar o Natal todos os dias, expressando-se com fraternidade e amor ao próximo. Admite, igualmente, que [...] a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o sol moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã.  Perante as alegrias das comemorações do Natal, destacamos três lições ensinadas pelos orientadores espirituais, entre tantas outras. Primeira, o significado da Manjedoura, como assinala Emmanuel: As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.

A Manjedoura foi o Caminho. A exemplificação era a Verdade. O Calvário constituía a Vida. Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida. Segunda, a inadiável (e urgente) necessidade de nos aproximarmos mais do Cristo, de forma que o seu Evangelho se reflita, efetivamente, em nossos pensamentos, palavras e atos. Para a nossa paz de espírito não é mais conveniente sermos cristãos ou espíritas “faz de conta”.[...]

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a Luz para alumiar as nações. Não chegou impondo normas ou pensamento religioso. Não interpelou governantes e governados sobre processos políticos. Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens. Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida. Fez luz no Espírito eterno.

Embora tivesse o ministério endereçado aos povos do mundo, não marcou a sua presença com expressões coletivas de poder, quais exército e sacerdócio, armamentos e tribunais. Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo. Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem Infinito. Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha? Que espécie de claridade acendes no caminho? Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento. Se procuras o Mestre divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar? Por último é muito importante aprendermos a ser gratos a Jesus pelas inúmeras bênçãos que Ele nos concede cotidianamente, em nome do Pai, como a família, os amigos, a profissão honesta, a vivência espírita etc., sabendo compartilhá-las com o próximo, como aconselha Meimei: Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento engrinaldado pela ternura de harmoniosa canção... 

Percebes que o Céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo. [...] Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, pelo eterno amor que se derramou das estrelas. Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!... 

Referências:
1DUTRA, Haroldo D. O novo testamento. (Tradutor). Brasília: EDICEI, 2010. p. 258.
2VIEIRA, Waldo. Conduta espírita. Pelo Espírito André Luiz. 31. ed. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 47, p. 154.
3XAVIER, Francisco C. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 76, p. 201.
4KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Q. 625.
5______. ______. Comentário de Kardec àq. 625.
6XAVIER, Francisco C. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 21. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. Jesus e atualidade, p. 296.
7______. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 21, p. 57.
8LUCAS, 2:32.
9XAVIER, Francisco C. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed.Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 4.
10______. ______. Cap. 29, p. 73-74.
2011-10-12 09:10

Carta Aberta Abnegação

 

... aos valorosos companheiros tarefeiros do Bazar, companheiros da Fergs, e voluntários dos demais setores....

Carta aberta a abnegação

Nestes dias em que realizamos o 6º congresso espírita do rio grande do sul, podemos executar uma grande sinfonia, uma orquestra executando os seus diversos instrumentos.

Mas o maestro desse inesquecível concerto é Jesus.... e é ele que nos dá o tom, acredito que todos nós executamos essa sinfonia em Lá, lá Maior, là menor , lá bemol, lá sustenido.

Lá algumas partituras musicais é representado pela letra A (A, Am, Ab, A#).

A letra A é a inicial de Amor com A maiúsculo.

Amor imediatamente nos lembra Jesus, Jesus Maior, bemol, sustenido...

Mas a Nota mais executada, sentida, definida, delineada, e a única nota que não desafinou – somente executada por quem já compreende, foi Lá em Si = AB = Jesus em Si.

Aos colaboradores do bazar,

gostaria de agradecer por tanta dedicação... pelos companheiros que não queriam nem lanchar para que o atendimento não fosse prejudicado, a confrade que não queria almoçar porque a fila do bazar estava grande, que não assistiram as palestras, mas que por alguns segundos desviavam os olhos para o telão e me surprendiam com os olhos rasos d´água, porém não deixando de dedicar ao “cliente” a devida atenção, aqueles que não puderam sentar para esticar os pés, por pelo menos alguns segundos, sem uma única reclamação a todos indistintamente, porque foram além do dever, tornando-se companheiros abnegados, porque na extensão do dever, vem naturalmente a Abnegação...

Agradeço a Jesus pela oportunidade de conhecer pessoas tão dedicadas a causa, com amor á Tarefa, dando-nos a noção de como será nosso mundo regenerado...

Norma, Fabiano, Paulo, Leda, Helga, Iara, Lilian, Marcia, Marcos, Junior, Graça, Evanir, Alexandra, Adelina, Ada, Rodrigo, Mariana, e outros companheiros que atenderam o apelo de socorro nas horas em que o publico era maior, Todos atendendo nestes dias por um único nome: Ferramentas de Jesus.

Obrigado por estes três dias de grande alegria no coração, Cantando em silêncio “Cansados, mas Felizes”.

Não me sinto Coordenador. Me sinto Parte de uma equipe “Cansada, mas Feliz”.

Abraços

Dairson

 

 

MEDIUNIDADE: PROJETO REENCARNATÓRIO VISANDO TRANSIÇÃO PLANETÁRIA!

 

 (Artigo ínsito na Revista Reencarnação nr 441 - junho 2011)

A mediunidade é uma grande alento sob qualquer angulo em que for apreciada, porque nos proporciona, além do resgate de faltas do pretérito, a oportunidade impar de ao tempo em que nos reformulamos moralmente, colaborarmos em uníssono no processo de Regeneração da Humanidade.
Pela ocasião em que se comemora 150 anos de Publicação (15 de Janeiro de 1861), lemos com satisfação, nos periódicos, jornais, revistas, bem como: blogs, espaços da Internet e outros meios de comunicação; artigos na sua grande maioria, evocando o item 159 de "O Livro dos Médiuns"
Fazendo uma análise da frase de Kardec;
"Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva..." (1), chamamos a atenção dos leitores para as palavras "organização mais ou menos sensitiva" (1), refletindo, em paralelo, a citação de Manoel Philomeno de Miranda, no Livro Vivência Mediúnica: "Antes de reencarnarem, na fase preparatória que experimentaram no Mundo Espiritual, tiveram o perispírito e o corpo físico planejados pelos técnicos em reencarnação no sentido de lhes ajustarem as estruturas, para que, no momento próprio, eclodissem ou se ampliassem as percepções extra físicas, iniciando-se a tarefa de intercâmbio espiritual. Foram adestrados para o trabalho que ora desempenham, (...)".
Infere-se que os médiuns, - indivíduos mais vibráteis, com uma maior facilidade de desligamento, sensibilidade e capacidade de sintonizar com as vibrações mais sutis do mundo espiritual, tem todo um preparo, em razão da solicitude de Deus para conosco, sendo aquela constituição (organização mais ou menos sensitiva) de que Kardec se refere, o corpo físico e o Perispírito, elaborados em razão das tarefas que irão desempenhar no mundo físico. Desta forma é intrinsecamente necessário que estejam conscientes de que a faculdade lhes é conferida para crescerem moralmente e se colocarem a serviço dos espíritos, tornando-se interpretes, concorrendo para o grande trabalho da transição planetária. Tarefa honrosa em esclarecimento de Bezerra de Menezes;
(...) Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizados, as suas aflições contornadas, (...) (3)
Todo esse planejamento exigirá o concurso de muitos espíritos, os quais participarão, direta ou indiretamente, das relações do reencarnante. Embora planejadas, poderá haver alterações, a depender do livre arbítrio. A Reencarnação passa então a ter um objetivo. Cada ação corresponde a implicações, agravadas pelo fato de o indivíduo possuir conhecimentos em ampla escala.
Há também delineado, métodos educativos coletivos, os quais visam alcançar grupos de espíritos necessitados de um mesmo aprendizado. Allan Kardec há 143 anos, por ocasião da publicação de "a Gênese", já nos alertava, juntamente com mensagens atuais de acordo com a "universalidade do ensino dos espíritos" preconizada pelo mesmo, sobre os abalos sísmicos, a alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais, nas mensagens a seguir:
a. "Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados." (4)
b. (...) Quando insulado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. Muito outro é o efeito, quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as proporções que assuma, numa geração, pode modificar profundamente as idéias de um povo ou de uma raça. É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que em todas as épocas da História, às grandes crises sociais se seguiu uma era de progresso. (5)
c. (...) ameaçando a estabilidade da civilização: política, econômica, social e, sobretudo, moral, caracterizando estes como os dias das antigas Sodoma e Gomorra das anotações bíblicas... Poder-se-ia acreditar que o caos seria a conclusão final inevitável, entretanto, a barca terrestre que singra os horizontes imensos do cosmo não se encontra à matroca. Jesus está no leme e os seus arquitetos divinos comandam os movimentos que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais. Iniciada a era nova, surge, neste mesmo século XXI, o período prenunciador da paz, da fé religiosa, da arte e da beleza, do bem e do dever. (6)
A par do aumento crescente da população mundial, o U.S. Census Bureal (órgão responsável internacionalmente pela demografia mundial) (7) em pesquisa realizada no dia 19 de Maio de 2011 - nos traz o dado de que, encarnados seríamos: 6,919,475,812, ainda nos informando que ao dia aumenta a população (já considerada a diferença taxa de natalidade versus taxa mortalidade): 220.000 - por Hora: 9.160. Também fazendo parte deste processo solicito de Deus em relação ao planeta, Manoel Philomeno de Miranda nos esclarece, sem deixar porém de alertar sobre nossa responsabilidade, pois que esperam nossa contribuição tanto espiritual quanto moral;
"Esse aluvião de recomeçantes violentos na roupagem física, dando prosseguimento às condutas que horrorizam uns e atraem outros, não são frutos do acaso, mas de bem cuidadosa programação superior, a fim de facultar-lhes o ensejo que a todos a Misericórdia Divina concede em favor de cada qual. A sociedade espiritual encarregada de apressar o progresso da Terra utiliza-se de delicados e complexos equipamentos para a seleção dos espíritos que devem reencarnar-se, reunindo-os em grupos volumosos, todos portadores dos mesmos transtornos emocionais e necessidades de transformação moral. (...) "Esses irmãos da retaguarda evolutiva, que esperam nossa contribuição Espiritual e moral, através dos exemplos, dos ensinamentos e da compaixão que a caridade irradia na sua direção, à medida que vivenciam a forma orgânica, diminui-lhes a densidade das energias deploráveis que os envenenam. ". (8)
Que reecarnamos para contribuir a favor da nova era, com um programa bem delineado, previamente estabelecido, nos diz Bezerra de Menezes, não acontecem ao acaso; comprometendo-nos com a tarefa, firmando com Jesus o compromisso de servi-lo com abnegação, mesmo no sacrifício:
a. "Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. (...) (9)

b. "Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas. Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares. (3)

c. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus... Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganando-vos. (...) Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento. (3)
d. "firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus, antes de mergulhardes na indumentária carnal, de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício." (9)
Necessário se faz aos médiuns, a par de todo esse cabedal de conhecimentos que o Espiritismo lhe proporciona, realizarem o esforço ingente, porém perseverante, no que tange a sua reforma íntima, ao tempo em que se conscientizam que não se encontram no corpo físico para satisfação de suas necessidades, " (...) Este dom de Deus não é concedido ao médium para seu deleite e, ainda menos, para satisfação de suas ambições, mas para o fim da sua melhora espiritual e para dar a conhecer aos homens a verdade." (10), porém de adrede programação, com o objetivo de colaborar no processo de transformação do planeta, posicionando-se:
* em suas atitudes - o exemplo vivo da regeneração;
* em suas palavras - o encaminhamento doce para a modificação daquele que o ouve;
* em sua tarefa - proporcionar o roteiro, caminho, farol, o norte de todos quantos, no corpo físico ou fora dele, poderão finalmente afirmar "já não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim" (11);
* em seus pensamentos - a emissão consciente e sincera do bem, construindo a própria e coletiva atmosfera psíquica, para que a nível vibracional em uníssono mundo corporal e mundo espiritual, a uma só emissão. Declararmos: Jesus sê conosco! Teu reino já faz parte de nosso mundo!
"que demonstremos a grandeza do amor em Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem e se debatam, mas que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto. (09)
"Jesus está no leme" (6)
Bibliografia.
(1) Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, Cap. XIV, item 159
(2) Projeto Manoel Philomeno de Miranda - Vivência Mediúnica, Cap. III
(3) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - A nova era (13.11.2010 -Los Angeles)
(4) Kardec, Allan - A Gênese - Cap. XVIII, A geração nova, item 2
(5) Kardec, Allan - A Gênese - Cap. XVIII, A geração nova, item 33
(6) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Novas responsabilidades (09.05.2010 Varsóvia - Polônia)
(7) http://www.census.gov
(8) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda - Reencontro com a vida, Cap. 20
(9) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Transição da Terra (18.04.2010-Brasília)
(10) Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, Cap. XVII, item 220
(11) Paulo - (Gálatas 2,20)

 

EVENTOS

2011-09-28 08:41

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(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco no encerramento das comemorações do centenário de nascimento de Chico Xavier realizadas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília - DF, na tarde de 18 de abril de 2010). Ínsita no reformador julho de 2010.

"Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. A grande noite que se abatia sobre a terra lentamente cede lugar ao amanhecer de bênçãos, retroceder não mais é possível.
Firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus antes de mergulhares na indumentária carnal de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício.
Alargando-se os horizontes deste amanhecer que viaja para a plenitude do dia, exultemos juntos, os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras; mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exortam a existência do corpo ou fora dele. Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martírio nosso, seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho, o testemunho silencioso nas paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles ainda se comprazem em gerar dificuldades tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.
Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax e na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas, geológicas, as mudanças morais serão inadiáveis. Que sejamos nós aqueles Espíritos Espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto.
Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós, que seja o nosso escudo o Amor, as nossas ferramentas o Amor, e a nossa vida um Hino de Amor, são os votos que formulamos os Espíritos Espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.

Com muito carinho o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra, muita paz filhas e filhos do coração."

 

 

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2011-12-07 13:05

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Na área de downloads está disponível o material usado nos cursos da FERGS e Sociedades em que o curso foi ministrado, assim como Apostila O.F.R.M.E. e material utilizados nas Regionais, como também seminários e/ou mini cursos.

2011-07-13 09:01

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2011-07-12 09:22

TRIBUTO A CHICO XAVIER

 TRIBUTO A CHICO XAVIER

Guerreiro,

Sê feliz na tua partida,

Pois neste mundo, abrangeste todas as dores, todas as desditas

E fizeste felizes e consolados centenas de almas, a curar suas feridas.

 

Guerreiro,

Sê feliz na tua chegada, na espiritualidade.

Pois és o retorno de uma alma que cumpriu sua finalidade.

Lembrando e vivenciando tudo o que jesus nos legou,

Mostrando-nos o caminho da felicidade.

 

Vai pois em paz, alma querida,

A saudade tornar-se-á um bálsamo em nossos corações,

E, a luz que deixaste sempre nos trará, além de grandes emoções,

Um grande alento à alma ferida.

 

Que alegria, Guerreiro,

O reencontro com todos os que sucesso, ficaram-te desejando,

O encontro com teu guia, e tantas almas afins, que te estarão esperando,

Felizes com tua chegada e unidos a uma só voz; exclamando:

“Sê benvindo, bendito de meu Pai”!

 

Dairson Azambuja Gonçalves – POA/RS

Tópico: Página inicial

Data 2012-03-19
De Vera Amral
Assunto Obrigada!

Olá Dairson.

Deus te abençoe pelo carinho, sempre contribuindo para o nosso aprendizado.

O site está maravilhoso.

Abraço fraterno.

Vera

Data 2012-02-22
De Dorotéa Jansen
Assunto Aprendendo

Adorei encontrar o teu site; procuro sempre aprender um pouco mais a cada etapa de minha vida. Obrigada por mais esta oportunidade!

 

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