EVENTOS

PERSEVERAI NO BEM E NÃO VACILEIS.

11/11/2015 20:19
Mensagem do Mentor Bezerra de Menezes, pelo médium Divaldo P. Franco, na Reunião do CFN em 08 de novembro de 2015
 

Filhos e filhas do coração, guarde-nos na sua paz o Mestre incomparável.

Os ciclos da evolução sucedem-se invariavelmente obedecendo à planificação superior. Períodos de ascendência evolutiva caracterizados pelo conhecimento, períodos outros de maturidade para fixação dos postulados apreendidos. É inevitável que vivamos as crises existenciais decorrentes da situação moral em que se encontra o nosso planeta.

Reencarnastes-vos para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração. Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo conforme as lições insuperáveis do seu Evangelho.

A ciência e a tecnologia, a partir do século XVII, vêm realizando mister para o qual foram criadas pela Divindade esses paradigmas, mas o amor, experiência nova no mapa evolutivo das criaturas terrestres, não pode acompanhar esse desenvolvimento fascinante que, de um lado, proporciona comodidade, diminuição de aflições, facilidades no intercâmbio, aproximação dos sentimentos na construção do bem, mas sob outro aspecto, utilizados por mentes enfermas e corações aturdidos, têm sido os instrumentos da degradação das massas, da apropriação indébita das consciências, da vulgarização das propostas nobres do bem.

Alucinam-se aqueles que desejam controlar as inteligências humanas e proclamam o niilismo, assumindo a responsabilidade grave de diluir a fé nas almas já enfraquecidas, contribuindo para que se estabeleça o caos, através da perda de valores morais e de sentimentos de engrandecimento da alma. É necessário vigiar para depois orar em tranquilidade ante os recursos que se intrometem com objetivos nefandos na sementeira luminosa do conhecimento.

Olhamos uma sociedade que se degrada na luta infeliz do egocentrismo, do individualismo, da consumpção dos valores herdados da divina Providência e, não poucas vezes, a dúvida interroga as mentes mais saudáveis, “quando a sociedade será melhor?”, porque a grande mídia prefere a divulgação daquelas condições canhestras, exageradamente perniciosas, como as que devem ser vivenciadas pelas massas. Surgem comportamentos esdrúxulos, atitudes que chocam, e lentamente o desencanto e o medo passam a residir nos sentimentos antes audazes com a deserção de muitos lutadores empenhados na construção do reino de Deus.

Não temais o mal, nem os maus. As suas artimanhas têm a durabilidade da sua própria facécia, logo desaparecem assim que são arrebatados pelo túmulo os idealistas que despertam no Além com a consciência atormentada e o coração estiolado.

Perseverai no bem.

Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir. Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos.

Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre. O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos. E, ante a interrogação dos desafios que parecem apresentar uma humanidade em decadência, ponde a certeza de que a Barca terrestre continua sob o comando do nauta Jesus, e na sua marcha inexorável irá aportar no país da regeneração.

Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.

Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências.

Existem, filhas e filhos amados, mais relevantes ações do bem do que degradação e decadência. Sucede que o erro e o vício trombeteiam as suas ações, enquanto a virtude discreta e silenciosa aproveita das noites sem estrelas para se tornarem as lâmpadas divinas guiando para o momento supremo da libertação.

Sabemos das vossas lutas, dos vossos testemunhos silenciosos, das lágrimas vertidas ante o que desejais realizar e o que lograis fazer. Não poucas vezes, com os vossos guias espirituais, enxugamo-vos o pranto e apontamo-vos o rumo no oceano bravio a ser conquistado para serem encontradas as terras da promissão.

Não vacileis!

Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções.

Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes. Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.

Saudamo-vos, filhas e filhos da união, pelos resultados do nosso encontro anual, pela serenidade com que discutistes os temas em pauta.

Agradecemos a Deus a compreensão das necessidades locais, na Pátria do Cruzeiro, neste país continental, que deve restaurar o pensamento de Jesus e enviá-lo para a humanidade.

À Europa e aos Estados Unidos da América do Norte cabem as investigações mais profundas em quase todas as áreas do conhecimento. À nova Sulamérica, marcada pela dor, pelo sofrimento do irmão de África e do indígena ingênuo e nativo, compete o surgimento do bem com a contribuição da Europa e da Ásia, caracterizado pelo sentimento de amor. Seremos a demonstração viva de que a mais pulsante força do universo é o amor, porque Deus é amor, e através desse amor que vige em toda parte e em nós, podemos tolerar-nos e dar-nos as mãos para os objetivos que nos levarão à plenitude.

Exultai, porque o Senhor vigia e os seus embaixadores, os cocriadores do planeta que lhe têm a direção estão alertas e a programação em pauta está sendo executada mesmo que, por enquanto, não seja visível quanto gostaríamos.

Contribuí, pois, filhas e filhos da alma, com a vossa ternura, burilando as imperfeições do período primário da evolução e, transformando-as em sentimentos de entrega em nome da caridade fraternal que, em breve, se expandirá pela Terra toda, sem que haja a diferença dos superdesenvolvidos e dos miseráveis, quando então o lobo feroz estará na mesma fonte sorvendo a água ao lado do cordeiro pacífico.

Nesses dias que se aproximam, e de que fazeis parte, exultai com os corações voltados para Jesus e cantai hosanas.

Tendes o nome escrito no livro do reino dos Céus e esforçai-vos para que seja mantido diante da misericórdia inefável daquele que é o caminho para a verdade, que é o caminho para a vida: nosso Senhor Jesus Cristo!

Os Espíritos-espíritas trabalhadores da Casa de Ismael, mantenedora do lema Deus, Cristo e Caridade, aqui conosco, solicitam-nos para que lhes sejamos a voz pedindo: avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!

Muita paz, filhas e filhos, são os votos do servidor e amigo de sempre,

Bezerra.

 

 

Carta inédita, no Brasil, de Allan Kardec a Amélie-Gabrielle Boudet em 1861

07/10/2015 21:00

Carta inédita, no Brasil, de Allan Kardec a Amélie-Gabrielle Boudet em 1861 

agosto/2015 - Por Enrique Eliseo Baldovino - Jornal Mundo Espírita OnLine | Federação Espírita do Paraná 

Entre os tesouros doutrinários encontrados na França, recebidos pelo confrade Roger Perez das mãos de um descendente de Hubert Forestier, espiritista francês e antigo diretor de La Revue Spirite, durante os anos 1931-1971, que atuou no Movimento Espírita francês com o dirigente Jean Meyer (1855-1931) desde 1920, destaca-se uma raríssima Carta de Allan Kardec a sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet – Manuscrito de quatro laudas, datado de 20 de setembro de 1861 –, missiva que foi enviada a Paris pelo Codificador, de Lyon, cidade onde o mestre encontrava-se em viagem doutrinária (2ª viagem espírita).

Recebemos este formoso presente do Secretário Geral do Conselho Espírita Internacional – CEI, Charles Kempf, a quem agradecemos pela imensa gentileza, desde que a histórica Carta foi transcrita somente na França, nas páginas da Revue Spirite, órgão oficial do CEI,1 sendo, portanto, inédita no Brasil, seja na transcrição, seja na fotografia dos originais, ora publicados, por primeira vez em língua portuguesa – presente que desejamos compartilhar com todos.

A respeito do idioma espanhol, a Carta original, além de ser transcrita, já havia sido fotografada e editada, por nosso intermédio, para os leitores hispano-falantes, e analisada na nota do tradutor nº 399 àRevista Espírita de 1861 (EDICEI), como Manuscrito muito raro, anexo especial à tradução – do francês para o espanhol – desse ano,2 documentos catalogados na França com os números 8002 e 8003, referente aos arquivos das fotos da histórica Carta.

Contexto histórico da rara Carta

Estamos em 1861, ano da 2ª viagem espírita de Allan Kardec, que percorreu, com grande sacrifício, as cidades de Sens, Mâcon, Lyon, Bordéus, entre outras, a fim de levar a Doutrina nascente ao interior da França.

Mas deixemos falar melhor ao próprio Codificador, que, na Revista Espírita de outubro de 1861, registrou o seguinte, no Banquete oferecido ao Sr. Allan Kardec pelos vários Grupos de espíritas lioneses, a 19 de setembro de 1861, lançando para a posteridade as bases dos futuros Encontros de Dirigentes e Trabalhadores Espíritas:

Mais um banquete reuniu este ano certo número de espíritas em Lyon, com a diferença de que no ano passado havia uns trinta convivas, ao passo que agora contavam-se cento e sessenta, representando os diversos Grupos que se consideram como membros de uma mesma família, e entre os quais não há sombra de ciúme e de rivalidade, fato este que notamos com prazer. A maioria dos presentes era composta de operários e todos notavam a perfeita ordem que não deixou de reinar um só instante. É que os verdadeiros espíritas têm satisfação nas alegrias do coração e não nos prazeres barulhentos. (…)3

Esses dados são confirmados no Manuscrito analisado, especialmente o grande número de convivas (mais de cento e sessenta) à reunião-banquete de confraternização entre os diversos Grupos Espiritistas, representando as várias cidades do Movimento Espírita iniciante. À época, era de praxe que os líderes dos Grupos fizessem discursos-homenagens, como as alocuções do Sr. Dijoud, do Prof. Bouillant etc., especialmente ante a presença do emérito Codificador em suas terras, fechando esse ágape histórico com oDiscurso do Sr. Allan Kardec,4 que é um primor de lucidez doutrinária, em prol da união e da unificação dos espíritas e do Movimento, conteúdo atualíssimo para os nossos dias, do qual extraímos o seguinte trecho elucidativo (p. 314):

(…) Mas isto é obra do tempo. Deixemos a Deus o cuidado de fazer vir cada coisa a seu tempo; esperemos tudo de Sua sabedoria e rendamos-Lhe graças por nos ter permitido assistir à aurora que surge para a Humanidade e por nos haver escolhido como os pioneiros da grande obra que se prepara. Que Ele se digne espalhar Sua bênção sobre esta assembleia, a primeira em que os adeptos do Espiritismo estão reunidos em tão grande número, com o sentimento de verdadeira confraternidade. (…)4

Total apoio de Amélie-Gabrielle Boudet

Um dia depois da citada reunião de confraternização espírita, isto é, na sexta-feira, 20 de setembro de 1861, de Lyon – terra natal do Codificador e cidade dos mártires –, Allan Kardec escreve a mencionada Cartaa sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet, com um carinho comovedor, que dimensiona o profundo amor e respeito que Hippolyte Léon Denizard Rivail cultivava e sentia pela sua digna e valorosa companheira.

Amélie-Gabrielle Boudet (Thiais [Sena], França, 23.11.1795 – Paris, 21.01.1883) foi abnegada missionária, professora de Letras e de Belas-Artes, poetisa, desenhista, educadora emérita e autora de livros – Contos Primaveris (1825), Noções de Desenho (1826), O essencial em Belas-Artes (1828) –, mulher extraordinária na qual Rivail, o nosso insigne Codificador Allan Kardec (Lyon, França, 3.10.1804 – Paris, 31.3.1869), apoiou-se em todos os momentos, principalmente durante a Codificação Espírita.

A Sra. Allan Kardec tinha setenta e quatro anos, por ocasião da morte do marido. Sobreviveu-lhe até 1883, ano em que morreu com oitenta e nove anos, sem herdeiros diretos, pois não teve filhos.

Manuscrito foi finalmente enviado de Lyon a Paris, onde se encontrava a doce Gaby, como ele carinhosamente a chamava, e eis que o transcrevemos a seguir, por primeira vez num jornal de língua portuguesa.

Transcrição do Manuscrito

No raro e histórico Manuscrito Kardequiano, dirigido à sua Sra. Amélie, ressuma o grande afeto de H. L. D. Rivail pela sua amada esposa e nele encontramos dados inéditos, que merecem ser estudados no silêncio da meditação. Allan Kardec está intensamente emocionado pelo que viveu na véspera com os seus irmãos espíritas, e o conta em primeira pessoa:

Lyon 20 Sept. 1861.

Ma chère Amélie:

Je t’écris de nouveau sous l’impression de l’émotion de la journée d’hier; ce sont de ces évènements qui laissent dans la vie des traces ineffaçables. C’était, comme je te l’ai dit, le jour du banquet ; il y avait plus de 160 personnes; c’était à qui pourrait me serrer la main, me toucher même ; ceux qui ont pu me parler étaient, je crois, aussi heureux que s’ils avaient parlé à un roi ; un peu plus il y en a qui, s’ils l’eussent osé, auraient baisé le pan de ma redingote tant était grand leur enthousiasme.

Je laisse à penser si les discours ont été chaleureux. Le mien a produit une sensation profonde, ainsi que celui d’Éraste que tout le monde a justement applaudi et apprécié !

(force m’a été d’interrompre ma lettre et je ne puis la reprendre qu’aujourd’hui samedi)

Pour en revenir au banquet, c’était une chose à la fois admirable et touchante ; le commissaire de Police qui y avait été invité a pleuré d’émotion, et m’a serré les mains avec effusion. Après mes discours, j’ai parlé d’abondance pendant près de trois quarts d’heure, sans préparations, sans dessein prémédité et sans être le moins du monde intimidé devant cette nombreuse assemblée, où des personnes sont venues tout exprès de Mâcon et autres lieux pour y assister.

Hier vendredi j’ai visité des groupes sur différents points de la ville et distants de plus d’une lieue les uns des autres ; là le même accueil, le même enthousiasme ; j’ai parlé depuis 10 h ½ du matin jusqu’à 9 heures du soir, sauf l’interruption des trajets ; je suis rentré exténué.

Ce matin je suis allé prendre un bain qui m’a fait beaucoup de bien. Ce soir je vais à une autre réunion, mais plus aristocratique, où j’aurai encore bien des paroles à dire.

Ce n’est plus par centaines que l’on compte les spirites à Lyon, c’est par milliers. Partout il y a des médiums, et dans le nombre j’en ai vu des très bons. Dans l’un des groupes, il y avait un sergent de ville très bon médium et très bon spirite ; puis un forgeron, à la figure et à la tournure de cyclope, également très bon médium ; homme grave, intelligent et qui parmi les siens fait de nombreux prosélytes. Il est chef d’un groupe à Vaise, et comme je n’ai pu y aller, il y est venu ainsi que plusieurs de ses adeptes à une des réunions de la ville. En résumé, je trouve ici un progrès que j’étais loin d’espérer, et ce qu’il y a de particulier, c’est que partout on ne s’occupe du Spiritisme qu’au point de vue sérieux. Toutes les fois que j’ai entamé le chapitre des expériences physiques, j’ai vu que cela intéressait peu ; mais on était tout oreille, quand il s’agissait des conséquences morales et philosophiques. Mon voyage aura incontestablement un retentissement immense, et fera un grand bien même vis à vis de l’autorité. Le parti noir seul ne peut qu’en être horriblement contrarié !

Mon temps a tellement été pris, que je n’ai pu aller voir personne de ma connaissance. Je comptais repartir demain dimanche, mais comme je tiens à voir M. et Mme Rigolet, j’irai à leur campagne, ce qui renvoie mon départ à lundi. J’arriverai à Paris mardi à midi.

Ton bien affectionné

HLDR.1

Tradução inédita da Carta para a língua portuguesa

Lyon, 20 de setembro de 1861.

Minha querida Amélie:

Escrevo-lhe de novo sob a impressão da emoção da jornada de ontem; são esses eventos que deixam marcas inesquecíveis na vida. Como lhe dizia, era o dia do banquete: havia mais de 160 pessoas, das quais muitas vieram me cumprimentar e abraçar; outras conseguiram falar comigo, e creio que estavam tão felizes como se houvessem falado com um rei; um pouco mais e teria alguém que tivesse ousado beijar a barra do meu casaco, tão grande era o seu entusiasmo.

Ponho-me a pensar se os discursos foram expressivos. O meu produziu uma sensação profunda, assim como o de Erasto, que todos aplaudiram e apreciaram com justiça!

(Fui forçado a interromper a minha carta e somente pude retomá-la hoje, sábado.)

Voltando ao banquete, era algo admirável e, ao mesmo tempo, comovedor: o delegado de Polícia, que ali fora convidado, chorou de emoção e apertou minhas mãos com efusão. Após os meus discursos, falei abundantemente durante quase três quartos de hora, sem preparativos, sem uma intenção premeditada e sem sentir-me – no mais mínimo – intimidado perante essa numerosa assembleia, formada também por uma assistência que veio especialmente de Mâcon e de outros lugares.

Ontem, sexta-feira, visitei Grupos em diferentes pontos da cidade, distantes uns dos outros em mais de uma légua; lá aconteceu a mesma acolhida, o mesmo entusiasmo. Falei desde as 10 e meia da manhã até as 9 horas da noite, excetuando a interrupção dos trajetos; voltei extenuado.

Esta manhã fui tomar um banho, o que me fez muito bem. Esta noite vou a outra reunião, porém, mais aristocrática, onde ainda terei muitas coisas a dizer.

Já não são mais por centenas que se contam os espíritas em Lyon, senão por milhares. Em toda parte há médiuns, e entre os que tenho visto existem muito bons. Em um dos Grupos encontrei um guarda municipal que é muito bom médium e muito bom espírita. Depois tinha um ferreiro, de grande constituição física, igualmente muito bom médium: homem sério, inteligente e que, entre os seus, inspira a numerosos adeptos; ele é o chefe de um Grupo em Vaise, e como eu não pude ir lá, ele veio cá – com vários confrades seus – a uma das reuniões na cidade. Em resumo, encontro aqui um progresso que estava longe de esperar e, o que há de particular, é que por todas partes se dedicam ao Espiritismo do ponto de vista sério. Todas as vezes que abordei o tema das experiências físicas, notei que isto interessava pouco; mas todos prestavam atenção quando eram tratadas as consequências morais e filosóficas. Minha viagem terá indiscutivelmente uma imensa repercussão e fará um grande bem, inclusive perante as autoridades. Só o partido negro pode estar horrivelmente contrariado!

Estive ocupado de tal modo que não tive tempo para visitar os meus conhecidos. Tinha a intenção de partir amanhã, domingo, mas como desejo ver ao Sr. e à Sra. Rigolet, irei à sua casa de campo, o que transfere minha partida para a segunda-feira. Chegarei a Paris na terça-feira ao meio-dia.

Teu muito amado,

HLDR.2

Alguns comentários ao Manuscrito

         a) Como observamos no texto inédito no Brasil, a Carta foi escrita em dois dias, em 20 e em 21 de setembro de 1861 (sábado), pois Allan Kardec interrompeu a missiva por motivos que desconhecemos. Imaginamos que seja pelo grande cansaço físico, porque Kardec falou no dia anterior desde as 10h30 até as 21h, ante diversos públicos, viajando constantemente de um Grupo a outro por Lyon e arredores. (Entre Paris e Lyon há uma distância de aproximadamente 400 km)

b) Muito importantes as conclusões do eminente Codificador sobre os diversos assistentes aos seus discursos, público de todas as camadas sociais – principalmente da classe operária –, que se davam as mãos sob a égide da Doutrina Espírita. Observemos o destaque de Kardec ao se referir às experiências ou manifestações físicas: notou que isso interessava pouco; o interesse maior estava na questão moral e filosófica, ou seja, nas consequências ético-morais, religiosas e educacionais a que o Espiritismo conduz. Esta é também uma grande lição doutrinária para os dias atuais.

c) Kardec faz referência às profundas palavras do Espírito Erasto, muito apreciadas e aplaudidas, epístola que também consta na Revista Espírita de outubro de 1861, sob o título: Epístola de Erasto aos espíritas lioneses – Lida no banquete de 19 de setembro de 1861,5 e que o Espírito ditou na Société Parisienne des Études Spirites, especialmente para os espíritas de Lyon, antes do Codificador sair em viagem doutrinária, o que demonstra um excelente planejamento em todos os sentidos, dos encarnados e dos desencarnados. Damos, para os atentos leitores, algumas pinceladas da emotiva Epístola:

Não é sem a mais suave emoção que venho entreter-me convosco, caros espíritas do Grupo lionês. Num meio como o vosso, onde todas as camadas se confundem, onde todas as condições sociais se dão as mãos, sinto-me cheio de ternura e de simpatia, e feliz por vos poder anunciar que nós todos, que somos os iniciadores do Espiritismo na França, assistiremos com muito viva alegria os vossos ágapes fraternos, aos quais fomos convidados por João e Irineu, vossos eminentes Guias espirituais. Ah! esses ágapes despertam em meu coração a lembrança daqueles em que todos nos reuníamos, há mil e oitocentos anos, quando combatíamos contra os costumes dissolutos do paganismo romano, e quando já comentávamos os ensinos e as parábolas do Filho do Homem, morto, para a propagação da ideia santa, sobre a árvore da infâmia. Meus amigos, se o Altíssimo, por efeito de Sua infinita misericórdia, permitisse que a lembrança do passado pudesse brilhar um instante em vossa memória entorpecida, recordar-vos-íeis dessa época, ilustrada pelos santos mártires da plêiade lionesa: SanctusAlexandreAttaleEpisode, a doce e corajosa BlandineIrineu, o bispo audaz, dos quais muitos dentre vós então formáveis cortejo, aplaudindo seu heroísmo e cantando louvores ao Senhor; também vos lembraríeis de que vários dos que me ouvem regaram com o seu sangue a terra lionesa, esta terra fecunda que Eucher e Gregório de Tours chamaram a pátria dos mártires. Não os nomearei; mas podeis considerar os que, em vossos Grupos desempenham uma missão, um apostolado, como tendo sido mártires da propagação da ideia igualitária, ensinada do alto do Gólgota, pelo nosso Cristo bem-amado! (…)5[Cursiva original.]

d) A respeito dos corajosos mártires de Lyon, citados na Epístola de Erasto, discípulo de São Paulo, leia-se a nota do tradutor nº 399 em nossa tradução da Revista Espírita de 1861,2 onde elencamos dezenas de mártires lioneses, alguns infelizmente esquecidos na atualidade. Digno de nota, também, a alusão que o Espírito Erasto faz da reencarnação de alguns desses mártires de Lyon nas fileiras espíritas, sendo que vários dos que me ouvem regaram com o seu sangue a terra lionesa. E continua o seguidor do Apóstolo dos Gentios, enunciando profundas palavras que parecem ter sido pronunciadas para os dias de hoje:

(…) Hoje, caros discípulos, aquele que foi sagrado por São Paulo vem dizer-vos que vossa missão é sempre a mesma, porque o paganismo romano, sempre de pé, sempre vivaz, ainda enlaça o mundo, como a hera enlaça o carvalho; deveis, pois, espalhar entre os vossos irmãos infelizes, escravos de suas paixões e das paixões alheias, a sã e consoladora doutrina que meus amigos e eu viemos vos revelar, por nossos médiuns de todos os países. (…)5

e) Já não são mais por centenas que se contam os espíritas em Lyon, senão por milhares. O mestre lionês observa e anota os passos agigantados que o Movimento Espírita iniciante está dando no interior da França, em 1861, e que terá o seu auge na sua terceira grande viagem espírita em 1862,1 onde visitou doutrinariamente mais de vinte cidades, participando de aproximadamente cinquenta reuniões, percorrendo um trajeto de 693 léguas, que correspondem – nada mais e nada menos – a 3.862 quilômetros, nos parcos transportes da época! Sim, os seus elevados objetivos eram: levar o Espiritismo nascente ao interior da França e depois ao Exterior, conhecer o real estado da Doutrina nas várias cidades visitadas e observar a maneira como era compreendida nos seus diversos aspectos.

f) O homem Rivail-Kardec surge nestas páginas de forma cativante e comovedora. Estamos mais acostumados à faceta clássica do Codificador Allan Kardec, à sua personalidade austera – por causa da espinhosa e grande missão –, como pesquisador frio e arguto dos fenômenos espirituais e das suas lógicas consequências morais, como investigador totalmente dedicado à Doutrina, à Sociedade de Paris, à organização do Movimento, à Revue Spirite, à compilação e preparo das Obras etc.

Por outro lado, vemos na Carta um homem carinhoso, familiar, preocupado com sua esposa Amélie, com a visita aos seus conhecidos e amigos, dedicando-se com bonomia aos irmãos espiritistas e aos convivas, enfim, um pouco mais expansivo, exatamente como quando o casal Kardec reunia-se na sua residência daVille de Ségur com Pierre-Gaëtan Leymarie e demais confrades queridos, atendendo-os com bom humor, sorriso franco, largo e comunicativo, conservando-se sempre digno e sóbrio em suas expressões, segundo o registro da Biographie d’Allan Kardec, de Henri Sausse. Kardec é, portanto, um homem integral, ladeado por uma mulher integral: Amélie Boudet.

Conclusão

Ao concluir a nossa pesquisa, somos imensamente gratos ao Codificador pelo seu ingente sacrifício e pela abnegação das suas Viagens Espíritas, que ensejaram estes documentos de rara beleza, humana e doutrinária, além da criação e fortalecimento dos Grupos Espiritistas que ele mesmo ajudou a fundar e, consequentemente, a nutrir, com a sua presença física e à distância, como verdadeiro líder e vanguardista do Espiritismo.

Na retaguarda do Movimento e da família, a corajosa Amélie-Gabrielle Boudet, essa mulher notável, que tanto tem oferecido à Humanidade no seu anonimato ativo e dinâmico, ensejando ao seu esposo a dedicação total ao Ideal Maior.

Que Amélie e Allan Kardec recebam, pelo pensamento, a nossa imensa gratidão e respeito, em forma de vibrações de reconhecimento e de sincera reverência dos seus irmãos espíritas do Brasil, da Argentina e do mundo.

Referências:

1 REVUE SPIRITE. Organe officiel du Conseil Spirite International. Le Voyage Spirite de 1862 – Le Cent-Cinquantenaire. Artigo de Miguel Ramos, que transcreveu a rara “Carta de Allan Kardec a Amélie-Gabrielle Boudet” (p. 7). 4º trimestre de 2011, pp. 6 e 9.

2 KARDEC, Allan. Revista Espírita – Periódico de Estudios Psicológicos (Año IV, 1861). Anexo especial com os originais fotografados da raríssima Carta de Allan Kardec a su esposa Amélie-Gabrielle Boudet. Lyon, 20/09/1861. Tradução, do francês para o espanhol, de Enrique Eliseo Baldovino. Nota explicativa do tradutor nº 399 sobre a Carta, com transcrição e publicação do Manuscrito. Brasília, DF: EDICEI. Tradução, também nossa, da Carta, do francês para o português, e realização da pesquisa histórica sobre os mártires de Lyon. Gentileza por el envío del Manuscrito del Sr. Charles Kempf, Secretario General del Consejo Espírita Internacional – CEI.

3 ________. Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos, EDICEL, p. 309, out. 1861. Tradução de Júlio Abreu Filho.

4 Op. cit, p. 312-318.

5 Op. cit., p.319-324.

 

 

Gravidez e Mediunidade

22/06/2015 09:51

Necessidade de Análise

25/05/2015 09:42

Os Espíritas precisam meditar sinceramente sobre: 

1.      “Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares. (...) Essa verificação universal constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias    contraditórias. Aí é que, no porvir, se encontrará o critério da verdade.” - Allan Kardec  (ESE  Introdução: Autoridade da Doutrina Espírita)

2.       “É preferível rejeitar nove verdades, que aceitar uma só mentira", Erasto, contida em "O Livro dos Médiuns".

3.      “Se algum dia eu disser alguma coisa que contraria os conceitos de Jesus e Kardec, fique com eles e esquece-me.” Emmanuel.

 

Estar Atento

23/05/2015 17:30

segue a título de reflexão necessária (não interpretar como indiretas), para que estejamos atentos. pois existe sim a possibilidade de estarmos inseridos na questão e, não nos darmos conta de que podemos estar sendo instrumentos em processo de fascinação (necessário ler sobre fascinação). Muita cautela quando nos sentirmos melhores do que os outros, ou que o nosso entendimento é o ideal, ou que Kardec e o Evangelho estejam ultrapassados. Sinal de alerta, até porque o lobo pode estar no redil de nossos pensamentos.
a Recomendação do Codificador (que não está ultrapassado) no 2º Parágrafo - em muitas situações é roteiro seguro, e também o exercício de paciência, pois os "cargos" são transitórios, bem como o entendimento de que a transição não se dará sem o fortalecimento com exercício do Evangelho (que jamais estará ultrapassado) em nossos pensamentos para que se estruture definitivamente.

 

Abaixo item 340 de O Livro dos Médiuns » Segunda parte - Das manifestações espíritas » Capítulo XXIX - Das reuniões e das Sociedades Espíritas » Das sociedades propriamente ditas » 340

"340. Contra um outro escolho têm que lutar as Sociedades, pequenas ou grandes, e todas as reuniões, qualquer que seja a importância de que se revistam. Os ocasionadores de perturbações não se encontram somente no meio delas, mas também no mundo invisível. Assim como há Espíritos protetores das associações, das cidades e dos povos, Espíritos malfeitores se ligam aos grupos, do mesmo modo que aos indivíduos. Ligam-se, primeiramente, aos mais fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus instrumentos e gradativamente vão envolvendo os conjuntos, por isso que tanto mais prazer maligno experimentam, quanto maior é o número dos que lhes caem sob o jugo.

Todas as vezes, pois, que, num grupo, um dos seus componentes cai na armadilha, cumpre se proclame que há no campo um inimigo, um lobo no redil, e que todos se ponham em guarda, visto ser mais que provável a multiplicação de suas tentativas. Se enérgica resistência o não levar ao desânimo, a obsessão se tornará mal contagioso, que se manifestará nos médiuns, pela perturbação da mediunidade, e nos outros pela hostilidade dos sentimentos, pela perversão do senso moral e pela turbação da harmonia. Como a caridade é o mais forte antídoto desse veneno, o sentimento da caridade é o que eles mais procuram abafar. 

Não se deve, portanto, esperar que o mal se haja tornado incurável, para remediá-lo; não se deve, sequer, esperar que os primeiros sintomas se manifestem; o de que se deve cuidar, acima de tudo, é de preveni-lo. Para isso, dois meios há eficazes, se forem bem aplicados: a prece feita do coração e o estudo atento dos menores sinais que revelam a presença de Espíritos mistificadores. 

O primeiro atrai os bons Espíritos, que só assistem zelosamente os que os secundam, mediante a confiança em Deus; o outro prova aos maus que estão lidando com pessoas bastante clarividentes e bastante sensatas, para se não deixarem ludibriar.

Se um dos membros do grupo for presa da obsessão, todos os esforços devem tender, desde os primeiros indícios, a lhe abrir os olhos, a fim de que o mal não se agrave, de modo a lhe levar a convicção de que se enganou e de lhe despertar o desejo de secundar os que procuram libertá-lo." 

Campeonato da Insensatez

24/02/2014 18:54

Campeonato da Insensatez

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 17 de julho de 2006, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, BA, Brasil).
Quando o conhecimento libertava-se da grilheta soez da ignorância e as ciências adquiriam cidadania cultural, alargando os horizontes do pensamento e facultando melhor entendimento em torno da finalidade existencial, em meado do século XIX, surgiu o Espiritismo como um sol para a Nova Era, que deveria iluminar a Humanidade a partir de então.

Era a resposta dos Céus às rogativas dos sofrimentos que se espalhavam pela Terra. Conforme Jesus houvera prometido, tratava-se de O Consolador, que chegava para atender às múltiplas necessidades humanas.

Sintetizando o idealismo filosófico com as conquistas da experimentação científica moderna, ao tempo em que a ética do Evangelho se fazia restaurada, essa incomparável Doutrina propunha-se a oferecer os instrumentos hábeis para a aquisição da felicidade.

O obscurantismo ancestral cedia lugar a novas conquistas libertadoras, enquanto Espíritos de escol encarregavam-se de promover o progresso material, social e intelectual no Orbe, sacrificando-se fiéis aos anseios de iluminação.

Os objetivos da liberdade alcançada desde os dias sangrentos de 1789, com a queda da Bastilha e os movimentos que a seguiram, facultavam o florescimento da verdadeira fraternidade entre todos, igualando-os em relação aos direitos e aos deveres que lhes diziam respeito, pelo menos teoricamente.

Respiravam-se novos ares sem os tóxicos dos preconceitos e da intolerância religiosa, que cedia ante o vigor das conquistas incomparáveis da evolução que diariamente chegavam às massas sofridas...

A arrogância de Napoleão III, em França, refletindo a dominação clerical, que teimava em prosseguir soberana, graças aos vínculos com Roma, que apoiava governos usurpadores e perversos na Europa, assinalava o declínio do Velho Mundo de ostentação e privilégios, a fim de que os vexilários do amor e da paz abrissem clareiras na imensa noite amedrontadora.

Os Espíritos, considerados mortos, romperam o apavorante silêncio a que foram relegados e proclamaram os lídimos ensinos do Cristo como fundamentais à vida, bem como a própria imortalidade, restaurando a pulcritude do Evangelho que houvera sido gravemente adulterado, desse modo despertando as consciências para a vivência da concórdia, do bem e da caridade...

Os paradigmas científicos do Espiritismo revestiam-se do vigor indispensável ao enfrentamento com o materialismo de Frederico Engels e de Schopenhauer, de Marx e de Nietzsche, revitalizando a ética centrada na Boa Nova, conforme Jesus e Seus primeiros discípulos a haviam vivido.

Era um renascimento da Palavra e um reencontro com a Verdade, que houvera perdido o brilho, empanada pelos dogmas ultramontanos e a Teologia partidarista, elaborada apenas para atender aos interesses mesquinhos e subservientes aos poderosos que, às vezes, eram também submetidos ao talante do seu atrevimento.

Permitindo-se investigar até a exaustão, os imortais confabularam com as criaturas terrestres, oferecendo-lhes explicações seguras sobre a vida, seus objetivos, os problemas do sofrimento, do destino, do ser humano...

Nunca, até então, uma Doutrina abrangeria tantos temas e questões porque, afinal, não procedia de uma pessoa, mas de uma equipe de pensadores como João Evangelista, Paulo, o Apóstolo, Santo Agostinho, Descartes, Lacordaire, Cura d'Ars, São Luís de França, Joana d'Arc, Henri Heine, Fénelon, para citar apenas alguns poucos, todos sob a inspiração de Jesus Cristo...

Essa trilogia sintetizada num bloco monolítico - Ciência, Filosofia e Religião - deveria enfrentar o futuro, acompanhando o progresso, aceitando todas as suas conquistas, mas interpretando-as com discernimento apurado, porque estuda as causas, enquanto as ciências estudam os seus efeitos.

Um século e meio quase transcorrido, após o surgimento de O Livro dos Espíritos, em Paris, a 18 de abril de 1857, a Doutrina resistiu a todas as investidas da cultura científica, tecnológica, filosófica, permanecendo vigorosa e insuperável como no instante da sua consolidação.

O Movimento Espírita espraiou-se por diversas nações terrestres, apresentou escritores, médiuns, oradores e conferencistas, pedagogos, psicólogos, médicos e advogados, juízes e desembargadores, entre muitos outros profissionais, todos incorruptíveis, que deixaram um legado honorável, mas que, infelizmente, em alguns de seus bolsões, não está sendo dignamente preservado.

Os atavismos ancestrais, em diversos espíritas, que se elegeram ou foram eleitos líderes por si mesmos, no entanto, não têm suportado o peso da responsabilidade pela execução do trabalho que lhes diz respeito, e, preocupados injustamente com o labor organizacional, vêm-se desviando dos conteúdos insofismáveis da Doutrina, qual fizeram ontem em relação à Mensagem cristã, que transformaram em romanismo...

Às preocupações em torno da caridade fraternal em referência aos infelizes em todo porte, entregam-se à conquista de patrimônio material e de projeção social, vinculando-se a políticos de realce, nem sempre portadores de conduta louvável, para partilharem das migalhas do mundo em detrimento das alegrias do reino dos céus.

Substituem a simplicidade e a espontaneidade dos fenômenos mediúnicos por constrições e diretrizes escolares que culminam, lamentavelmente, com a diplomação de médiuns e de doutrinadores, que também alcançam os patamares teológicos de autofascinação.

Exigências descabidas e vaidosas agridem a simplicidade que deve viger nas Sociedades espíritas, antes desvestidas de atavios ditos tecnológicos e atuais, que eram vivenciados pela tolerância e bondade entre os seus membros.

Ao estudo sério dos postulados doutrinários, sucede-se a chocarrice e o divertimento em relação ao público que busca as reuniões, em atitudes mais compatíveis com os espetáculos burlescos do que com a gravidade de que o Espiritismo se reveste.

O excesso de discussões em torno de questões secundárias toma o tempo para análise e reflexão em relação aos momentosos desafios sociais e humanos aos quais o Espiritismo tem muito a oferecer.

A presunção e a soberba elegem delineamentos e condutas que recordam aqueles formulados pelos antigos sacerdotes, e que ora pretendem se encarreguem de definir os rumos que devem ser tomados pelo Movimento, após reuniões tumultuadas com resíduos de mágoas e animosidades mal disfarçadas.

Ouvem-se as mensagens dos Benfeitores espirituais, comovendo-se com as suas dissertações, e logo abandonando-as dominados pela alucinação da frivolidade.

Apegam-se ao poder, como se fossem insubstituíveis, esquecidos de que as enfermidades e a desencarnação os desalojam das funções que pretendem preservar a qualquer preço.

O tecnicismo complicado vem transformando as Instituições em Empresas dirigidas por executivos brilhantes, mas sem qualquer vínculo com os postulados doutrinários...

Divisões que se vão multiplicando por setores, por especializações, ameaçam a unidade do corpo doutrinário, olvidando-se daqueles que não possuem títulos terrestres, mas que são pobres de espírito, simples e puros de coração, em elitismo injustificável.

Escasseiam o amor, a compaixão e a caridade...

Críticas sórdidas, perseguições públicas, malquerenças grassam, onde deveriam vicejar o perdão, o bem-querer, a compreensão fraternal, a caridade sem jaça.

Não se dispõe de tempo, consumido pelo vazio exterior, para a assistência aos sofredores e necessitados que aportam às casas espíritas, relegados a segundo plano, nem para a convivência com os pobres e desconhecedores da Doutrina, que são encaminhados a cursos, quando necessitam de uma palavra de conforto moral urgente...

Os corações enregelam-se e a fraternidade desaparece.

O Cristianismo resistiu bravamente a trezentos anos enquanto perseguido e odiado, até o movimento em que o imperador Constantino o vilipendiou, no dia 13 de junho de 313, mediante o Edito de Milão, que o tornou tolerado em todo o Império romano, descambando posteriormente para religião do Estado, em olvido total às lições de Jesus Cristo, passando, depois, de perseguido a perseguidor...

O Espiritismo ainda não completou o seu sesquicentenário de surgimento na Terra e as mesmas nuvens borrascosas ameaçam-no de extermínio, por invigilância de alguns dos seus profitentes...

É hora de estancar-se o passo na correria desenfreada em busca das ilusões, a fim de fazer-se uma análise mais profunda em torno da Doutrina Espírita e dos seus objetivos, saindo-se das brilhantes teorias para a prática, a vivência dos ensinamentos libertadores.


Não é momento para escamotear-se a realidade, em face do anseio para conseguir-se, embora rapidamente, o brilho momentâneo dos holofotes, como se blasona com certa mofa, em relação aos que disputam as glórias terrestres.


Menos competição e mais cooperação, deve ser a preocupação de todos espíritas sinceros, a fim de transferir a Doutrina para as futuras gerações, conforme a receberam do Codificador e dos seus iluminados trabalhadores das primeiras horas.

Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora, conforme proclamou o Espírito protetor Constantino, em O Evangelho segundo o Espiritismo. (*)

Não vos esqueçais!

Estais comprometidos, desde antes da reencarnação, com o Espiritismo que agora conheceis e vos fascina a mente e o coração.

Tende cuidado!

Evitai conspurcá-lo com atitudes antagônicas aos seus ensinamentos e imposições não compatíveis com o seu corpo doutrinário.

Retornar às bases e vivê-las qual o fizeram Allan Kardec e todos aqueles que o seguiram desde o primeiro momento é dever de todo espírita que travou contato com a Terceira Revelação judaico-cristã porque o tempo urge e a hora é esta, sem lugar para o campeonato da insensatez.

*Vianna de Carvalho e outros Espíritos-espíritas *

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 17 de julho de 2006, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, BA, Brasil).
(*) Capítulo XX - "Os trabalhadores da última hora", item 2. Nota do Autor espiritual.

DE RETORNO - Amélia Rodrigues

08/02/2014 11:52

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã do dia 30 de janeiro de 2014, em Jerusalém, Israel.) Em homenagem ao sesquicentenário de o Evangelho Segundo o Espiritismo

DE RETORNO

Amorável Jesus:

Estamos de retorno.

Ontem, nesse passado sempre presente, ouvimos-Te nas paisagens formosas da gentil Galileia e fascinamo-nos com os Teus sublimes ensinamentos.

Tocados sinceramente no coração, resolvemos seguir-Te à distância através dos tempos, vivendo e cantando a Tua mensagem libertadora. 

No entanto, o mundo que enfrentamos não era semelhante às praias formosas e calmas de Cafarnaum e deixamo-nos vencer pelas ondas encapeladas, pelo tumulto das nossas paixões não apaziguadas, afogando-nos lamentavelmente. 

Durante largo período em que procuramos retornar ao Teu rebanho de amor, somente complicamos a conduta, cada vez afundando mais nas águas revoltas do desespero íntimo.

Sentíamos saudades de Ti e não conseguíamos decodificar corretamente. Por isso, fugíamos de nós mesmos, buscando fora o que somente é possível encontrar no interior dos sentimentos profundos.

Enquanto nos ensinava correr para o deserto, para acalmar a febre das paixões primitivas, atirávamo-nos nas labaredas dos incêndios morais em gozos alucinantes.

Largo tempo transcorreu desde aqueles dias inolvidáveis.

Mas Tu não desististe de nós e nos trouxeste às regiões calmantes do Teu coração.
Retornamos na condição do homem que foi assaltado na descida de Jerusalém para Jericó e socorrido pelo samaritano.

Com a alma em frangalhos, recebemos o bálsamo e o carinho da misericórdia do Céu em Teu nome e nos erguemos. 

Agora estamos de volta à Tua barca e ouvimos-Te outra vez cantando os hinos de eterna beleza de que se enriquecem os nossos corações.

As baladas das bem-aventuranças comovem-nos de maneira muito especial e os Teus convites de afeto e alegria de viver e de servir, dão-nos resistência para vencermos o mal interno e acompanhar-Te na áspera subida e permanência na perversa e imensa Jerusalém da sociedade contemporânea.

O mundo estertora e desejamos acalmá-lo, iniciando a revolução da paz no próprio coração e alongando-a pelas terras desérticas das vidas estioladas mediante as chuvas de gentilezas e amizades, evocando-Te as atitudes e repetindo-as.

Continuamos ouvindo o Teu poema de luz e de liberdade total, com a musicalidade sublime do amor que nos enriquece e plenifica.

Direciona o Teu olhar para nós e acolhe-nos novamente, sorrindo, como se estivesses a dizer:

- Sejam benvindos, filhos diletos de meu Pai!
...E acolhei-nos

Amélia Rodrigues


 

Campanha Permamente "Esqueça Um Livro Espírita"

25/01/2014 15:12

Como Fazer: Disponha-se a adquirir, conforme suas possibilidades, semanal, quinzenal ou mensalmente; um livro das obras básicas do Espiritismo, no sentido de proporcionar ao leitor uma compreensão mais abrangente do Que é o Espiritismo e, simplesmente esqueça-o: esqueça-o no elevador, na escada do prédio no banco da praça, do ônibus, do trem ou até mesmo no chão.

Voce estará difundindo o Espiritismo e esclarecendo Consciências!

Seminário Padrões de Qualidade na Prática Mediúnica

23/10/2013 11:46

SEM PQPM (Seminário Padrões de Qualidade na Prática Mediúnica), vem analisar as Reuniões Mediúnicas sobre o aspecto de constantemente procurar-se Qualidade na mesma, analisado sobre todos os angulos em que se constitui a Reunião Mediúnica.

numeração questões 1010, 1011 e 1012 de o livro dos espíritos

09/06/2013 13:50

Itens: 1 - 10 de 17
1 | 2 >>

MEDIUNIDADE: PROJETO REENCARNATÓRIO VISANDO TRANSIÇÃO PLANETÁRIA!

 

 (Artigo ínsito na Revista Reencarnação nr 441 - junho 2011)

A mediunidade é uma grande alento sob qualquer angulo em que for apreciada, porque nos proporciona, além do resgate de faltas do pretérito, a oportunidade impar de ao tempo em que nos reformulamos moralmente, colaborarmos em uníssono no processo de Regeneração da Humanidade.
Pela ocasião em que se comemora 150 anos de Publicação (15 de Janeiro de 1861), lemos com satisfação, nos periódicos, jornais, revistas, bem como: blogs, espaços da Internet e outros meios de comunicação; artigos na sua grande maioria, evocando o item 159 de "O Livro dos Médiuns"
Fazendo uma análise da frase de Kardec;
"Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva..." (1), chamamos a atenção dos leitores para as palavras "organização mais ou menos sensitiva" (1), refletindo, em paralelo, a citação de Manoel Philomeno de Miranda, no Livro Vivência Mediúnica: "Antes de reencarnarem, na fase preparatória que experimentaram no Mundo Espiritual, tiveram o perispírito e o corpo físico planejados pelos técnicos em reencarnação no sentido de lhes ajustarem as estruturas, para que, no momento próprio, eclodissem ou se ampliassem as percepções extra físicas, iniciando-se a tarefa de intercâmbio espiritual. Foram adestrados para o trabalho que ora desempenham, (...)".
Infere-se que os médiuns, - indivíduos mais vibráteis, com uma maior facilidade de desligamento, sensibilidade e capacidade de sintonizar com as vibrações mais sutis do mundo espiritual, tem todo um preparo, em razão da solicitude de Deus para conosco, sendo aquela constituição (organização mais ou menos sensitiva) de que Kardec se refere, o corpo físico e o Perispírito, elaborados em razão das tarefas que irão desempenhar no mundo físico. Desta forma é intrinsecamente necessário que estejam conscientes de que a faculdade lhes é conferida para crescerem moralmente e se colocarem a serviço dos espíritos, tornando-se interpretes, concorrendo para o grande trabalho da transição planetária. Tarefa honrosa em esclarecimento de Bezerra de Menezes;
(...) Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizados, as suas aflições contornadas, (...) (3)
Todo esse planejamento exigirá o concurso de muitos espíritos, os quais participarão, direta ou indiretamente, das relações do reencarnante. Embora planejadas, poderá haver alterações, a depender do livre arbítrio. A Reencarnação passa então a ter um objetivo. Cada ação corresponde a implicações, agravadas pelo fato de o indivíduo possuir conhecimentos em ampla escala.
Há também delineado, métodos educativos coletivos, os quais visam alcançar grupos de espíritos necessitados de um mesmo aprendizado. Allan Kardec há 143 anos, por ocasião da publicação de "a Gênese", já nos alertava, juntamente com mensagens atuais de acordo com a "universalidade do ensino dos espíritos" preconizada pelo mesmo, sobre os abalos sísmicos, a alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais, nas mensagens a seguir:
a. "Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados." (4)
b. (...) Quando insulado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. Muito outro é o efeito, quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as proporções que assuma, numa geração, pode modificar profundamente as idéias de um povo ou de uma raça. É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que em todas as épocas da História, às grandes crises sociais se seguiu uma era de progresso. (5)
c. (...) ameaçando a estabilidade da civilização: política, econômica, social e, sobretudo, moral, caracterizando estes como os dias das antigas Sodoma e Gomorra das anotações bíblicas... Poder-se-ia acreditar que o caos seria a conclusão final inevitável, entretanto, a barca terrestre que singra os horizontes imensos do cosmo não se encontra à matroca. Jesus está no leme e os seus arquitetos divinos comandam os movimentos que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais. Iniciada a era nova, surge, neste mesmo século XXI, o período prenunciador da paz, da fé religiosa, da arte e da beleza, do bem e do dever. (6)
A par do aumento crescente da população mundial, o U.S. Census Bureal (órgão responsável internacionalmente pela demografia mundial) (7) em pesquisa realizada no dia 19 de Maio de 2011 - nos traz o dado de que, encarnados seríamos: 6,919,475,812, ainda nos informando que ao dia aumenta a população (já considerada a diferença taxa de natalidade versus taxa mortalidade): 220.000 - por Hora: 9.160. Também fazendo parte deste processo solicito de Deus em relação ao planeta, Manoel Philomeno de Miranda nos esclarece, sem deixar porém de alertar sobre nossa responsabilidade, pois que esperam nossa contribuição tanto espiritual quanto moral;
"Esse aluvião de recomeçantes violentos na roupagem física, dando prosseguimento às condutas que horrorizam uns e atraem outros, não são frutos do acaso, mas de bem cuidadosa programação superior, a fim de facultar-lhes o ensejo que a todos a Misericórdia Divina concede em favor de cada qual. A sociedade espiritual encarregada de apressar o progresso da Terra utiliza-se de delicados e complexos equipamentos para a seleção dos espíritos que devem reencarnar-se, reunindo-os em grupos volumosos, todos portadores dos mesmos transtornos emocionais e necessidades de transformação moral. (...) "Esses irmãos da retaguarda evolutiva, que esperam nossa contribuição Espiritual e moral, através dos exemplos, dos ensinamentos e da compaixão que a caridade irradia na sua direção, à medida que vivenciam a forma orgânica, diminui-lhes a densidade das energias deploráveis que os envenenam. ". (8)
Que reecarnamos para contribuir a favor da nova era, com um programa bem delineado, previamente estabelecido, nos diz Bezerra de Menezes, não acontecem ao acaso; comprometendo-nos com a tarefa, firmando com Jesus o compromisso de servi-lo com abnegação, mesmo no sacrifício:
a. "Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. (...) (9)

b. "Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas. Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares. (3)

c. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus... Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganando-vos. (...) Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento. (3)
d. "firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus, antes de mergulhardes na indumentária carnal, de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício." (9)
Necessário se faz aos médiuns, a par de todo esse cabedal de conhecimentos que o Espiritismo lhe proporciona, realizarem o esforço ingente, porém perseverante, no que tange a sua reforma íntima, ao tempo em que se conscientizam que não se encontram no corpo físico para satisfação de suas necessidades, " (...) Este dom de Deus não é concedido ao médium para seu deleite e, ainda menos, para satisfação de suas ambições, mas para o fim da sua melhora espiritual e para dar a conhecer aos homens a verdade." (10), porém de adrede programação, com o objetivo de colaborar no processo de transformação do planeta, posicionando-se:
* em suas atitudes - o exemplo vivo da regeneração;
* em suas palavras - o encaminhamento doce para a modificação daquele que o ouve;
* em sua tarefa - proporcionar o roteiro, caminho, farol, o norte de todos quantos, no corpo físico ou fora dele, poderão finalmente afirmar "já não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim" (11);
* em seus pensamentos - a emissão consciente e sincera do bem, construindo a própria e coletiva atmosfera psíquica, para que a nível vibracional em uníssono mundo corporal e mundo espiritual, a uma só emissão. Declararmos: Jesus sê conosco! Teu reino já faz parte de nosso mundo!
"que demonstremos a grandeza do amor em Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem e se debatam, mas que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto. (09)
"Jesus está no leme" (6)
Bibliografia.
(1) Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, Cap. XIV, item 159
(2) Projeto Manoel Philomeno de Miranda - Vivência Mediúnica, Cap. III
(3) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - A nova era (13.11.2010 -Los Angeles)
(4) Kardec, Allan - A Gênese - Cap. XVIII, A geração nova, item 2
(5) Kardec, Allan - A Gênese - Cap. XVIII, A geração nova, item 33
(6) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Novas responsabilidades (09.05.2010 Varsóvia - Polônia)
(7) http://www.census.gov
(8) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda - Reencontro com a vida, Cap. 20
(9) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Transição da Terra (18.04.2010-Brasília)
(10) Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, Cap. XVII, item 220
(11) Paulo - (Gálatas 2,20)

 

NOVO PERÍODO - Assista ao vídeo (youtube) - 

Depois do texto assista ao vídeo

 

 

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco no encerramento das comemorações do centenário de nascimento de Chico Xavier realizadas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília - DF, na tarde de 18 de abril de 2010). Ínsita no reformador julho de 2010.

"Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. A grande noite que se abatia sobre a terra lentamente cede lugar ao amanhecer de bênçãos, retroceder não mais é possível.
Firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus antes de mergulhares na indumentária carnal de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício.
Alargando-se os horizontes deste amanhecer que viaja para a plenitude do dia, exultemos juntos, os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras; mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exortam a existência do corpo ou fora dele. Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martírio nosso, seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho, o testemunho silencioso nas paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles ainda se comprazem em gerar dificuldades tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.
Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax e na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas, geológicas, as mudanças morais serão inadiáveis. Que sejamos nós aqueles Espíritos Espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto.
Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós, que seja o nosso escudo o Amor, as nossas ferramentas o Amor, e a nossa vida um Hino de Amor, são os votos que formulamos os Espíritos Espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.

Com muito carinho o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra, muita paz filhas e filhos do coração."