EVENTOS

A Decadência da Ética - Vianna de Carvalho

01/11/2018 08:36

Decadência da Ética

Analisando-se a situação socioespiritual do planeta na atualidade, não há como negar-se a presença da destrutiva onda de pessimismo e utilitarismo que domina as criaturas humanas em toda parte.

Apoiados no niilismo, embora os comportamentos rotulados de religiosos de alguns dos seus segmentos sociais, o cinismo das pessoas e a decadência da ética dão-nos a dimensão do desespero que avassala as mentes e os corações atormentados.

Em consequência, a violência e o despautério, a drogadição e o erotismo substituem as aspirações de enobrecimento dos seres, como mecanismos escapistas para preencher o vazio existencial e o desencanto que se apossaram do século XX, que se desenhava com perspectivas iluministas, libertadoras, ricas de anseios de felicidade e de beleza.

A amargura toma conta dos indivíduos que se sentem coisificados, enquanto a revolta arma as multidões desvairadas que se levantam contra os abusos do poder, as injustiças sociais, os desregramentos dos dominadores, a desonestidade dos legisladores que perderam o respeito moral, a liberdade e o direito de viver com o mínimo de honestidade que seja...

Pode-se afirmar que a aparente calma que ainda paira sobre algumas nações não esconde os paióis de explosivos prestes a deflagrar o estouro prenunciador das tragédias que produz.

Não se trata, porém, de uma ocorrência inesperada, quando se observam as suas raízes plantadas no fim do século XVIII, por ocasião da Revolução Francesa, quando a tirania substituiu os ideais dos filósofos da liberdade, instaurando os dias do terror.

Em desesperada tentativa de manter a ordem na França, Robespierre, chamado “ o incorruptível”, que lutara pelos ideais da fraternidade, da liberdade e da igualdade, não teve forças morais para resistir às pressões do desespero das massas e de outros pensadores mantendo a guilhotina a funcionar sem trégua, ao ponto de tornar-se ultrajante ditador e sanguinário. Vítima de um golpe dos seus adversários da Convenção, foi preso e também guilhotinado.

Nesse período difícil, a morte de Deus foi anunciada, e a revolta retirou os vestígios da Sua presença no país, inclusive mudando os nomes de ruas, boulevards e praças que os tivessem de santos ou denominações religiosas, assim como os objetivos de culto das igrejas, tentando apagar a lembrança da fé e da crença espiritual no território francês.

Logo depois, com o retorno de Deus através da Concordata de 1802, firmada por Napoleão Bonaparte com o Vaticano, permaneceram os ódios e resquícios do período de revolta e de perseguições inclementes, dando lugar a um amortecimento ético dos sentimentos.

Iluminismo em declínio favoreceu o Positivismo em ascensão, enquanto as ideias pessimistas e destrutivas de Arthur Schopenhauer espalhavam-se por toda parte, proclamando a desnecessidade de Deus e de qualquer formulação religiosa no comportamento humano.

À medida que o materialismo tomava conta da cultura, a amargura doentia de Friedrich Nietzsche passou a comandar as mentes e os corações desesperados no ceticismo científico das Academias, que asseverava ser a alma uma sudorese cerebral que desaparecia com a morte do encéfalo. Nessa paisagem de morbidez e desencanto, o ateísmo tornou-se a diretriz comportamental dos indivíduos, que logo depois se atiraram à guerra perversa de 1869-1870, que ressurgiu entre 1914-1918 e retornou calamitosa entre 1939-1945, com as mais inacreditáveis cargas de ódio e destruição de que a História tem notícias.

Muito contribuíram para essa tragédia as ideias do super homem do referido Nietzsche e o pensamento de Heidegger, que muito influenciou o surgimento do nazismo, partido ao qual ele se filiou por algum tempo, embora rompendo depois, quando da perseguição aos professores judeus da Universidade de Freiburg, onde era reitor...

A ética do mais forte substituiu a dos direitos humanos e da dignidade, em face da aristocracia do poder totalitário e insano de alguns governantes...

Heidegger influenciou filosoficamente Jean-Paul Sartre com o seu pensamento sobre o ser, servindo de inspiração para o existencialismo e total desinteresse pelos valores ético morais que conduziram a civilização ao largo dos séculos.

Viver agora e fruir ao máximo, não poucas vezes sem qualquer respeito pelos direitos dos outros, cultivar o prazer até a exaustão, passaram a ser os comportamentos aceitos e divulgados como recurso valioso para a preservação da vida e das experiências de alegria e de bem estar.

Lamentavelmente, as religiões ortodoxas, incapazes de oferecer resistência filosófica e ética aos absurdos da nova ordem por se manterem fiéis aos programas medievais totalmente ultrapassados, foram desprezadas e consideradas responsáveis pela miserabilidade do ser humano, pelos seus desaires, pelas suas amarguras.

Carregado pelas heranças teológicas do pecado e da culpa, o ser humano rompeu com as tradições enganosas e preferiu arrostar as consequências de sua liberdade, derrapando na libertinagem.

Sucede que, toda vez quando se arrebentam as algemas da escravidão de qualquer tipo, a ânsia de liberdade é tão grande que, por desconhecimento dos seus limites, aquele que a aspira tomba nos resvaladouros da irresponsabilidade, da agressividade aos direitos alheios, do abuso desrespeitoso...

Assim ocorrendo, desaparece a ética da conduta para apresentar-se o direito de exceções colocando-se o indivíduo acima da lei, da ordem e de qualquer restrição.

Os avanços da Ciência, demitizando algumas das informações e dogmas religiosos, os milgres de Jesus, que passaram a ser observados do ponto de vista das doutrinas psicológicas e parapsicológicas, reduziram a cultura ao materialismo, desde 1859, quando Charles Darwin, através do Evolucionismo, aplicou o golpe de misericórdia no mitológico Criacionismo bíblico, servindo de suporte para a vitalização do ateísmo...

A contribuição da Tecnologia, alargando e aproximando os espaços e as distâncias, facultando a demonstração dos postulados científicos através das experiências dos fatos, foi fundamental para a indiferença humana pelos códigos de dignidade e de valorização da própria vida.

O século XX, portanto, herdeiro da revolução filosófico científica do passado, rapidamente aceitou o novo comportamento que se consolidou durante a revolução hippieísta dos anos 60, quando se deram as grandes mudanças de conduta, e as tradições nobres como a família, o casamento, a dignidade, a ordem passaram a ser instituições ultrapassadas.

Irrompendo em avalancha avassaladora, tomou conta da juventude, que se sentia castrada pela intolerância e pelo poder dominador, passando a constituir um novo mundo, um modo diferente de vida...

O aborto, a eutanásia, o suicídio, a agressividade, passaram a ser éticos na linguagem nova, que iria culminar nos homens e mulheres bombas, nos atentados terroristas, no crime organizado, na violência urbana, no alcoolismo exacerbado, no tabagismo, na drogadição e no sexo destituído de qualquer sentido moral e afetivo.

Dando-se largas aos instintos primários, o nadaísmo, estimulando o erotismo, coisificou os seres humanos, que passaram a vender-se no mercado da luxúria sem qualquer pudor, sob o disfarce de experiências artísticas, desde que economicamente rentáveis.

Nesse comércio hediondo, em que pouquíssimos logram alcançar os patamares elevados, multidões de jovens inexperientes são devoradas pelas máfias que o administram, passando os tratores da indiferença sobre os corpos e as almas mutiladas daqueles que ficaram vencidos durante as tentativas iniciais.

Inevitavelmente, houve uma total decadência ética da cultura e da civilização, que passaram a adotar os novos deuses do prazer e do engodo, da utopia e da mentira, embora vivendo-se o vazio existencial que leva à depressão e ao suicídio.

Nada obstante, nesse ínterim, surgiu o Espiritismo em 1857, revitalizando a ética moral, baseada nas lições insuperáveis de Jesus, que foram corrompidas pelas ambições e conchavos humanos através dos séculos, desde o dia em que se uniram ao Império Romano, passando de perseguidas a perseguidoras.

Com a revelação dos imortais, a vida passou a ter sentido profundo e significado psicológico indiscutível como decorrência da proposta filosófica erguida pelos pilotis dos fatos demonstrativos da imortalidade da alma, da vida futura, da justiça divina e da Lei de Causa e Efeito, responsável por todos os fenômenos humanos.

A partir de então, embora lentamente, vem sendo restaurada a proposta do amor como sendo a fonte inexaurível para a felicidade, em razão dos seus conteúdos otimistas e realistas, que dignificam a espécie humana, proporcionando-lhe os necessários estímulos para desenvolver-se e atingir as culminâncias da iluminação pessoal.

A falência do novo comportamento niilista encontra-se em toda parte, porque a sua doutrina enganou os seus adoradores, conduzindo-os às aflições superlativas e às angústias dantes jamais vivenciadas.

Aturdidas, essas multidões decepcionadas e sem rumo buscam, mesmo sem o saber, retornar às origens do bem e da alegria, ao encontro da pureza de sentimentos e de convivência nobre, sentindo falta da fraternidade que deve sempre viger entre os seres humanos, sequiosos de paz e de esperança.

Ninguém pode viver em equilíbrio sem a bênção confortadora da esperança que abre perspectivas formosas para o futuro.

O Espiritismo, portanto, possuindo os paradigmas que foram deixados para trás pelo anarquismo e ceticismo, apresenta-os como propostas que levam à ética do dever e da harmonia, propiciando ventura.

A crença em Deus, a crença na imortalidade da alma, a crença na comunicabilidade dos Espíritos, a crença na reencarnação, a crença na pluralidade dos mundos habitados e as propostas ético morais de O Evangelho segundo o Espiritismo, que proporciona uma releitura das lições insuperáveis de Jesus, conforme as conhecemos em as narrativas dos evangelistas, são as novas diretrizes para a construção do ser humano feliz e da sociedade ditosa que todos aspiram.

Não há alternativa, exceto a coragem para superar a crise moral que domina praticamente toda a sociedade contemporânea, reflexionando e vivendo a vigorosa ética espírita, que resume as mais grandiosas formulações da ancestral diante das novas necessidades que tomam conta da sociedade.

Revigorada, a ética lentamente ressurge e passará a comandar os destinos humanos na direção da paz e da alegria de viver mediante o correto culto dos deveres.

Vianna de Carvalho

 

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, em Boca Raton, Flórida, EUA, na manhã de 24 de junho de 2009, publicada em “Reformador” de setembro de 2009).

 

Reunião Espírita não é festa. É encontro de almas em oportunidade de despertamento e qualificação. Memória do movimento Espírita gaúcho 2005

03/07/2018 16:31

Reunião Espírita não é festa.                    É encontro de almas em oportunidade de despertamento e qualificação. Memória do movimento Espírita gaúcho 2005

   

“E ele lhes disse: Por que me procuráveis? não sabíeis que me con­vém tratar dos negócios de meu Pai?“ — (LUCAS, capítulo 2, versículo 49.)


Perante todo esse momento especial de transição planetária nós os Espíritas o vivenciamos sob uma grande responsabilidade, pois nenhum de nós renasceu em ocasião tão importante apenas por nós, já nos alertava o codificador na Obra O Livro dos Médiuns;

 

“Este dom de Deus não é concedido ao médium para o seu deleite e, ainda menos, para satisfazer suas ambições, mas para o fim da sua melhora espiritual  e para dar a conhecer aos homens a verdade.” 

(LM XVII – DA FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS – Perda e suspensão da mediunidade)

 

E sim sob a perspectiva de colaboração de que uma eficiente vulgarização dos  ensinos  de  Jesus  alcançando,  proveitosamente,  os  trabalhadores  da  hora undécima. Bem como despertando outros que permaneciam na retaguarda e renascem em oportunidades derradeiras de transformação moral, muitos falhando como se observa todos os dias.

Necessário se torna que as Instituições Espíritas ativas, equilibradas e seguras em suas aspirações, fiéis a Jesus e as diretrizes doutrinárias ofereçam subsídios doutrinários ao raciocínio da fé.

É preciso atenção para que nossos agrupamentos não detenham apenas o rótulo de “Espíritas” ao se distanciar das bases, deixando de preservar o conteúdo inalienável do Consolador Prometido como obra da regeneração de nosso orbe, não oferecendo com tal proceder aos seus frequentadores o conteúdo e o exemplo consolador do Evangelho de Jesus dos Postulados da Doutrina Espírita.

 

Manoel Philomeno de Miranda na Obra Perturbações Espírituais pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, nos Capítulos I, VII e XII, nos traz apontamentos graves e ao mesmo tempo o alerta para o cuidado na condução das Instituições Espíritas.

Cap I

''Atormentados pelas paixões servis, transformam os núcleos espíritas, que devem ser dedicados ao estudo, à oração, ao recolhimento dos sofredores, a santuário de co­munhão com o Mundo Espiritual superior, em clubes de futilidades, de divertimentos, de comentários desairosos, de convívio para o prazer e de lancharias comuns.”

''A soberba e o falso intelectualismo, a necessidade de variações de comportamento, vêm conduzindo expressivo número de adeptos da Revelação dos guias da Humani­dade; as propostas agressivas conforme a sua maneira de entender e alguns se atrevem a dar nova interpretação às obras da Codificação, num alucinado projeto de atualizar a Verdade, as reflexões do codificador inspirado pelo Senhor e vaso escolhido para a construção do mundo melhor.”

"Graças à comunicação virtual, divulgam-se acusa­ções sórdidas contra os servidores fiéis a Jesus, que não estão à cata de promoção pessoal nem de exibicionismo egoico, semeando espinhos pela senda que eles devem percorrer. Intimoratos, no entanto, esses discípulos da última hora, prosseguem inatingidos, ignorando o mal para somente construírem o bem.”

"Piorando o quadro, no entanto, as disputas por car­gos administrativos, a fim de imporem suas maneiras es­peciais de governança das consciências, em lamentáveis ressonâncias do passado, quando, em outros credos, foram impiedosos e dominadores, vem-se tornando trivial, sempre em olvido das diretrizes do Mestre ao afirmar: - Quem de­sejar ser o maior, seja o servidor de todos.”

"Muito tormento por exibição pessoal tem induzido os descontentes à criação de esquemas de trabalho que violam a simplicidade da mensagem de Jesus”

 Cap 7

“livros de conteúdos lamentáveis, mas ditos como psi­cografados com nomes venerandos que não correspondem à realidade, mas doados para auxiliar o trabalho do Bem.”

“Foram esquecidos os princípios essenciais que pre­conizam, sem o dinheiro importante para o auxílio aos sofredores, sem lembrar-se que Jesus não tinha uma pedra para repousar a cabeça e que Allan Kardec e os missio­nários do Bem dispunham apenas do necessário para a existência honorável.”

“As páginas sublimes dos ensinamentos foram trans­formadas em técnicas de cursos que competem com os das universidades, retirou-se a espontaneidade do fenômeno, e assinalou-o com grades de estudos que exaltam a personali­dade e deixam à margem, no esquecimento, a simplicidade do amor que ajuda, que consola, que desce ao abismo da miséria humana, a fim de erguer aqueles que lhe tombaram em quedas espetaculares.”

“Surgiram os campeonatos de exposição espírita, em que se fazia mais importante a forma do que o conteúdo, as teologias doutrinárias muito difíceis de ser assimiladas pe­las pessoas de cultura modesta, mas de coração ralado pelo sofrimento, de seleção de auditórios pomposos, nos quais os pobres têm constrangimento de entrar, ou são discretamen­te barrados ao chegarem.”

“Habilmente, esses perturbadores espirituais que co­nhecem as más inclinações que predominam em a natureza humana, identificadas pela psicologia analítica na condição de sombra, tornaram-se os direcionadores de muitas ins­tituições que se foram afastando do modelo - a Casa do Caminho de Simão Pedro entre Jerusalém e jope - ou das salas frequentadas por AlIan Kardec, quando era convidado a explicar o Espiritismo e a sua finalidade libertadora de vidas.”

“É uma doutrina de cultura, de conhecimento e de educação, mas buscou-se transformá-la em uma proposta acadêmica, somente acessível aos portadores de títulos uni­versitários e defensores de querelas inúteis”

Cap. 13

“Havia crescido muito, e, para poder ser conduzida com eficiência" lentamente foi quase transformada numa empresa moderna com os requisitos exigíveis pela tecnolo­gia avançada. Especialistas de comunicação e.de desenvolvi­mento foram contratados, e tudo .se desenvolvia dentro dos padrões das entidades que objetivam lucro e devem compe­tir no comércio das negociações.”

“Graças, portanto, ao excesso de modernização e de recursos específicos, houve a infiltração de pessoas ambi­ciosas, facilmente manipuláveis pelas Trevas, que se per­mitiram adentrar nos labores complexos da administração e provocaram divisionismos e exigências de comodidade, com total esquecimento dos princípios básicos da afetivida­de e da humildade.”

“Quando isso sucede, empurram-se Jesus e o amor portas a fora, mantendo-se os nomes, mas não o espírito de simplicidade e de abnegação, que nunca devem estar distan­tes do trabalho da solidariedade cristã.”

 

Reunião espírita, principalmente as de cunho de unificação, não deveria se tornar uma  festa  de objetivos materiais e sim albergar os que procuram o despertar  para a importancia da necessidade de preparo na vinha de Jesus.

 Sendo assim a todos os que, momentaneamente, detenham os cargos de direção não tem o direito de descurar do manuseio das obras doutrinárias, como com muita propriedade nos alerta o benfeitor Bezerra de Menezes:

É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios.
Respeito a todas as criaturas, apreço a todas as autoridades, devotamento ao bem comum e instrução do povo, em todas as direções, sobre as Verdades do espírito, imutáveis, eternas.
Nada que lembre castas, discriminações, evidências individuais injustificáveis, privilégios, imunidades, prioridades.
Amor de Jesus sobre todos, verdade de Kardec para todos.
Em cada templo, o mais forte deve ser escudo para o mais fraco, o mais esclarecido a luz para o menos esclarecido, e sempre e sempre seja o sofredor o mais protegido e o mais auxiliado, como entre os que menos sofram seja o maior aquele que se fizer o servidor de todos, conforme a observação do Mentor Divino.
 (Bezerra de Menezes- médium Francisco Cândido Xavier,  Comunhão Espírita  Cristã, em 20-4-1963, Reformador - dez/1975)

O estudo, o reestudo proporcionando arquivos mentais mais acessíveis para qualificação efetiva, evita distorções que vem a se tornarem prejudicias em nossas atividades.

É exatamente nesse sentido que vamos nos fortalecendo e tomando posição consciente no movimento Espírita, não nos permitindo adentrar por desvios certamente sugeridos e intuidos nas armadilhas ardilosas das sombras.

 A prerrogativa da  Codificação  Kardequiana enquanto consolador prometido  não  define a toda e qualquer instituição Espírita outra dimensão espiritual que não aquela onde a mensagem de Jesus se torne espírito e verdade, não permitindo os convencionalismo perturbadores, alguns deles até respeitáveis nas instituições do mundo, naquelas que visam o lucro ou o vencer no mundo dos négócios, e é por isso que o Adepto Espírita sincero, jamais deverá ser comparado a Cliente ou o movimento Espírita ser comparado a Clientela.

Os  encontros  doutrinários,  no  Espiritismo,  sejam nas Instituições Espíritas, devem  rememorar  as  assembleias  simples, evocando a casa do Caminho, evitando-se todos e quaisquer estímulos que constitua uma negociação, para que “não sabíeis que me con­vém tratar dos negócios de meu Pai?“ — (LUCAS, capítulo 2, versículo 49.) seja tratado única e exclusivamente a pujança da Doutrina Espírita em seus celeiros redentores.

Em se tratando de Movimento Espírita Gaúcho, relembramos a estrutura que encontrávamos na FERGS, em atividades descritas no períodico Diálogo Espírita jan/fev 2005, que procurava efetivamente qualificar trabalhadores para trabalharem com segurança nas casas Espíritas em que atuavam.

Para isso oferecia-se Cursos de qualificação, contemplando a necessidade de preparo em praticamente todas as áreas, Mediunidade, Estudo, Infância e Juventude, Estudo do Evangelho, Cursos de Expositor Espírita, Atendimento fraterno e passes (hoje área do AECE) e também a Assistencia e Promoção social Espírita; conforme tabela a seguir:

 

Nestes cursos em que o interessado já vinha com o aval da Instituição Espírita que atuava, após o seu término, retornava com o cabedal necessário a iniciar na tarefa em que começou o seu preparo, muitos destes, se tornando multiplicadores dos conteúdos adquiridos, fomentando desse modo a união dos Espíritas na sua Região.

Quantos companheiros hoje atuantes de forma mais expressiva no movimento Espírita em solo gaúcho afirmam convictos de que os “cursos” na FERGS o fortaleceram, e por estarem embassados no conhecimento seguro das diretrizes doutrinárias hoje expressam no trabalho a sua gratidão.

Igualmente vamos encontrar relacionadas e descritas no Dialógo Espírita nr 21 e 22 de 1999, referência aos encontros regionais, que foram criados em 1995 e que tinha como prerrogativa o melhor atendimento das demandas do movimento espírita, visando a qualificação permanente do colaborador espírita.

 

No Periódico Diálogo Espírita de número 22 poderemos encontrar uma importante frase sobre a necessidade de qualificação, “qualificar significa aprimorar sem alterar a essência”. Aprimorá-lo a partir do conhecimento superior da Doutrina Espírita, bem como da imprescindível vivência dos seus ensinos básicos – que é do Cristo. Qualificar é prepara-lo de forma adequada para as nobres tarefas de divulgação espírita.

Esses encontros regionais envolvem representantes do conselho executivo, da comissão regional, das uniões, dirigentes e trabalhadores das casas federadas, integrantes da respectiva região.

Encontros regionais devem procurar tratar, de diretrizes doutrinárias, congregando a todos participantes, união em torno do ideal, não esquecendo que se, muitos atuam no movimento Espírita há um bom tempo, outros chegam com necessidades urgentes de qualificação e de entendimento sobre administração tanto dos centros Espíritas como nas respectivas áreas de atuação.

São nestas ocasiões, que se apresenta a oportunidade de aproximação da célula principal do Movimento organizado, a Casa Espírita:

Sem impor, porém ouvir esclarecendo;

Sem julgar, porém amparar auxiliando;

Sem exigir, mas oportunizando a qualificação;

Sem afastar, ao contrário congregar;

Sem elitismo, ao contrário, oportunizar a todos a participação.

Sem ameaças veladas, mas exercer sentimento de pura fraternidade conforme as lições inovildáves de Jesus.

 

Porém, não vamos entender que fidelidade doutrinária signifique estagnação rotineira no tempo nem tampouco reação sistemática a tecnologia em suas muito variadas expressões, enclausurando o movimento Espírita sob aspectos de os mais variados personalismos e vaidades.

Considerar sim, sob essas possibilidades a enfase na divulgação de massas, o apoio na divulgação do conteúdo espírita para que a mensagem de esclarecimento e consolo possa, da mesma maneira encontrar ressonancia nas mentes e nos corações, bem como dos que se utilizam dos aplicativos: como facebook, wha´ts app, messenger, instagram e outros aplicativos de interação social.

Não nos esquecendo sobretudo, que às casas espíritas acorrem verdadeiras multidões nos dois planos da vida, muitos deles na encarnação atual sem a mínima condição de retribuição, com os corações em desespero e padecimento, na ânsia de beber na fonte viva do amor, para que encontre a paz anelada, atraves do caminho seguro que a Doutrina Espírita proporciona.

É por isso mesmo que não nos cabe transformar nossos núcleos espíritas em enxertias descabidas e perigosas, mutilando ou desfigurando a Doutrina dos Espíritos.

Que nos cabe fazer? Novamente Manoel Philomeno de Miranda na Obra perturbações Espirituais nos chama a atenção, vigilância e fidelidade a Jesus e Kardec.

Cap 1.

''A hora exige atenção e cuidado, ante o número ex­pressivo de lobos disfarçados de ovelhas, com vozes mansas e venenos nas palavras, que aparentam humildade forçada e são possuidores de ira incontrolável.”

"Urge que os servidores do Evangelho restaurado reconsiderem condutas e voltem a trilhar a difícil estrada pedregosa por onde peregrinou o Mestre, sem as lisonjas e os destaques sociais, nem as honrarias humanas que muito agradam a inferioridade moral e pervertem os sentimentos que se deveriam ornar de simplicidade e renúncia.”

"A Instituição Espírita de hoje deve evocar a Casa do Caminho, onde Pedro, Tiago e João viveram os ensinamen­tos de Jesus e mantiveram a continuação do contato com o Mestre, a fim de que tivessem forças para o testemunho, o sublime holocausto da própria vida."

 

Preservar a pureza doutrinária é dever de todos quantos, conscientemente, encontram o caminho direcionado por Jesus para oficina de trabalho, faz–se mister impedir as incrustações aparentemente inofensivas, mas que, a seu turno poderão, no futuro, deteriorar, irreversivelmente, a missão do Consolador  Prometido.

— O Espiritismo é a Doutrina de Jesus, em Espírito e verdade, sem fórmulas nem ritos, sem aparências nem representantes, sem ministros. É a religião do amor e da verdade, na qual cada um é responsável pelos pró­prios atos, respondendo por eles, conforme o conheci­mento que tenha da Imortalidade, dos deveres.”

“Não se firma em enuncia­dos estranhos à Boa Nova e tudo quanto os Espíritos informaram ao Missionário Allan Kardec se encontra fundamentado nos Evangelhos.”

Petitinga – Livro Nos bastidores da Obsessão. Ditado pelo Espírito manhoel philomeno de miranda).

 

Dairson Azambuja Gonçalves

Porto Alegre, 03 Jul 2018

 

Seminário - O Diálogo na Reunião Mediúnica

27/04/2018 18:46

Seminário a ser trabalhado em 2018: De Paulo aos Espíritas

18/04/2018 09:54

A Primeira lição de humildade - Prece de Abigail - Entusiasmo perante o aprendizado - sementeira   

Compreensão da necessidade de preparo - A lição da verdade - humilde recomeço

União para a força do bem - A importancia da Prece -  A lição do silêncio e meditação

Combate ao orgulho - coragem moral - trabalho permanente

Companheiros inseparáveis (Ama, Trabalha, Espera e perdoa) - Aos Espíritas

VIGILÂNCIA E FIDELIDADE DA ÚLTIMA HORA

16/11/2017 08:15

VIGILÂNCIA E FIDELIDADE DA ÚLTIMA HORA

 Filhos, filhas, todos da alma!

Metamorfoseando-se, o materialismo penetra em todos os ramos do conhecimento humano e as religiões não escapam da sua habilidade camaleônica, permitindo-se os métodos perturbadores das necessidades corporais do ser humano no seu processo de evolução.

Indispensável a vigilância para não nos deixarmos engambelar pelas sereias sedutoras nos seus cânticos que fascinam, entorpecem e aniquilam a esperança.

Jesus, não poucas vezes, teve que enfrentar a argúcia do materialismo disfarçado, das manifestações farisaicas que se apresentavam vestidas de traje impecável quais sepulcros de branco caiados, ocultando cadáveres em decomposição.

Allan Kardec, não poucas vezes, viu-se sitiado pelas manobras maniqueístas do Mundo Espiritual inferior através de companheiros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sendo, no entanto, fiéis aos postulados do Espírito de Verdade.

Na atualidade, de sofreguidão e de tormento, o ser humano procura uma forma de escapar das provações necessárias ao seu processo evolutivo, e não raro são atraídas essas almas para as propostas equivocadas do deus Mamon, e Mamon deísta que fascina, embriaga os invigilantes e os precipitados.

Indispensável a nossa fidelidade aos postulados espíritas conforme exarados na Codificação. O mundo estertora, não pela primeira vez. Periodicamente, conjugam-se fatores cósmicos que se tornam sociológicos e ético-morais, sacudindo as civilizações e empurrando-as para o aniquilamento, para logo surgir um período de esperança e de paz.

Às vésperas da grande transição planetária já iniciada desde há muito, atingimos o clímax que nos pede sacrifício e honradez. Quantos desertam na hora do testemunho! Quantas almas fragilizadas pela sua constituição emocional e espiritual, atraídas pela doçura do Homem das Bem-Aventuranças, mas que não suportam o ferrete do padecimento humano e optam pela desistência mais uma vez!

Somos alguns deles que retornamos, ouvindo o convite de Jesus para a mansuetude, para a misericórdia, para a autoiluminação e tendo baqueado ontem, encontramo-nos necessitados da redenção, tropeçando nas próprias mazelas, correndo o risco da desistência perigosa. Tenhamos cuidado para que os encantos rápidos do mundo não nos distraiam tanto.

Algo temos que fazer e o Mestre Incomparável pede-nos fidelidade da última hora. A noite desce e a treva não se faz total porque as estrelas do amor brilham no cosmo das reencarnações.

Este é momento grave, filhas e filhos do coração, e vós tendes a oportunidade de O servir como dantes não lograstes.

Tornai-vos fortes ante a debilidade das forças. Sede fiéis diante das facilidades do comportamento. Por mais longa seja a existência física, ela se interrompe e o ser volta à realidade, à Casa Paterna, com os valores que acumulou durante a trajetória física.

Bendireis amanhã as dificuldades de hoje, as noites, quiçá indormidas, de preocupações e de zelo, porque o pastor se preocupa especialmente com as ovelhas que tresmalham e deveis estar atentos  para essas ou para aquelas que são lobos travestidos de cordeiros em nosso meio, ameaçando a estabilidade do rebanho.

Jesus recomendou-nos a vigilância para, depois, a oração. Sede prudentes como as serpentes, sábios como as pombas, parafraseando o Evangelho, e estai vigilantes, porque amigos vossos de ontem, que se encontram conduzindo as leiras do Espiritismo com Jesus abrem as portas imensas da Imortalidade para que as atravesseis em triunfo e em glória.

Bendizei, portanto, as dificuldades que também experimentamos quando estávamos na indumentária carnal. Ninguém em caráter de exceção. Quantas vezes choramos convosco, abraçando-vos e dizendo-vos: “bom ânimo, crede e perseverai”, recordando-nos de Paulo, sob as ruinas da acrópole antiga em Atenas, renovada, ouvindo as vozes espirituais depois do insucesso da sua pregação aos gregos que ele tanto amava. E ele soube esperar, trabalhar, insistir e amar, fazendo que depois Atenas recebesse o divino pábulo do Evangelho e o legado sublime de Jesus.

Estamos em uma nova Atenas, que teima em não nos aceitar, em substituir Jesus pela tradição dos velhos deuses de Dionísio a Momo, de Baco às expressões mais vis do humano comportamento.

O triunfo, sem dúvida, é de Jesus. Ide e pregai com o exemplo, vivendo o Evangelho a qualquer preço, não conforme as teologias, mas de acordo com a ética moral de que se utilizou Allan Kardec para perpetuar esse modelo e guia da Humanidade que nos conduz!

Ide, amados! Antes, servos e, agora, irmãos do Mestre em triunfo, na Era de Luz que se iniciará em madrugada próxima, logo seja terminada a noite de trevas.

Mantende-vos em paz e amai, ajudando-vos uns aos outros nas suas debilidades e fraquezas, pois que são eles que precisam do vosso auxílio para também atingirem a meta.

O Senhor da Vida irá conosco.

Muita Paz, filhos do coração e filhas da ternura!

São os votos dos espíritos-espíritas, por intermédio do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra.

(Mensagem psicofônica ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, realizada em Brasília, em 12 de novembro de 2017. Texto revisado pelo autor espiritual.)

Seminários 2018 - Perturbações Espirituais

14/02/2018 08:02

PERSEVERAI NO BEM E NÃO VACILEIS.

11/11/2015 20:19
Mensagem do Mentor Bezerra de Menezes, pelo médium Divaldo P. Franco, na Reunião do CFN em 08 de novembro de 2015
 

Filhos e filhas do coração, guarde-nos na sua paz o Mestre incomparável.

Os ciclos da evolução sucedem-se invariavelmente obedecendo à planificação superior. Períodos de ascendência evolutiva caracterizados pelo conhecimento, períodos outros de maturidade para fixação dos postulados apreendidos. É inevitável que vivamos as crises existenciais decorrentes da situação moral em que se encontra o nosso planeta.

Reencarnastes-vos para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração. Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo conforme as lições insuperáveis do seu Evangelho.

A ciência e a tecnologia, a partir do século XVII, vêm realizando mister para o qual foram criadas pela Divindade esses paradigmas, mas o amor, experiência nova no mapa evolutivo das criaturas terrestres, não pode acompanhar esse desenvolvimento fascinante que, de um lado, proporciona comodidade, diminuição de aflições, facilidades no intercâmbio, aproximação dos sentimentos na construção do bem, mas sob outro aspecto, utilizados por mentes enfermas e corações aturdidos, têm sido os instrumentos da degradação das massas, da apropriação indébita das consciências, da vulgarização das propostas nobres do bem.

Alucinam-se aqueles que desejam controlar as inteligências humanas e proclamam o niilismo, assumindo a responsabilidade grave de diluir a fé nas almas já enfraquecidas, contribuindo para que se estabeleça o caos, através da perda de valores morais e de sentimentos de engrandecimento da alma. É necessário vigiar para depois orar em tranquilidade ante os recursos que se intrometem com objetivos nefandos na sementeira luminosa do conhecimento.

Olhamos uma sociedade que se degrada na luta infeliz do egocentrismo, do individualismo, da consumpção dos valores herdados da divina Providência e, não poucas vezes, a dúvida interroga as mentes mais saudáveis, “quando a sociedade será melhor?”, porque a grande mídia prefere a divulgação daquelas condições canhestras, exageradamente perniciosas, como as que devem ser vivenciadas pelas massas. Surgem comportamentos esdrúxulos, atitudes que chocam, e lentamente o desencanto e o medo passam a residir nos sentimentos antes audazes com a deserção de muitos lutadores empenhados na construção do reino de Deus.

Não temais o mal, nem os maus. As suas artimanhas têm a durabilidade da sua própria facécia, logo desaparecem assim que são arrebatados pelo túmulo os idealistas que despertam no Além com a consciência atormentada e o coração estiolado.

Perseverai no bem.

Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir. Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos.

Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre. O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos. E, ante a interrogação dos desafios que parecem apresentar uma humanidade em decadência, ponde a certeza de que a Barca terrestre continua sob o comando do nauta Jesus, e na sua marcha inexorável irá aportar no país da regeneração.

Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.

Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências.

Existem, filhas e filhos amados, mais relevantes ações do bem do que degradação e decadência. Sucede que o erro e o vício trombeteiam as suas ações, enquanto a virtude discreta e silenciosa aproveita das noites sem estrelas para se tornarem as lâmpadas divinas guiando para o momento supremo da libertação.

Sabemos das vossas lutas, dos vossos testemunhos silenciosos, das lágrimas vertidas ante o que desejais realizar e o que lograis fazer. Não poucas vezes, com os vossos guias espirituais, enxugamo-vos o pranto e apontamo-vos o rumo no oceano bravio a ser conquistado para serem encontradas as terras da promissão.

Não vacileis!

Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções.

Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes. Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.

Saudamo-vos, filhas e filhos da união, pelos resultados do nosso encontro anual, pela serenidade com que discutistes os temas em pauta.

Agradecemos a Deus a compreensão das necessidades locais, na Pátria do Cruzeiro, neste país continental, que deve restaurar o pensamento de Jesus e enviá-lo para a humanidade.

À Europa e aos Estados Unidos da América do Norte cabem as investigações mais profundas em quase todas as áreas do conhecimento. À nova Sulamérica, marcada pela dor, pelo sofrimento do irmão de África e do indígena ingênuo e nativo, compete o surgimento do bem com a contribuição da Europa e da Ásia, caracterizado pelo sentimento de amor. Seremos a demonstração viva de que a mais pulsante força do universo é o amor, porque Deus é amor, e através desse amor que vige em toda parte e em nós, podemos tolerar-nos e dar-nos as mãos para os objetivos que nos levarão à plenitude.

Exultai, porque o Senhor vigia e os seus embaixadores, os cocriadores do planeta que lhe têm a direção estão alertas e a programação em pauta está sendo executada mesmo que, por enquanto, não seja visível quanto gostaríamos.

Contribuí, pois, filhas e filhos da alma, com a vossa ternura, burilando as imperfeições do período primário da evolução e, transformando-as em sentimentos de entrega em nome da caridade fraternal que, em breve, se expandirá pela Terra toda, sem que haja a diferença dos superdesenvolvidos e dos miseráveis, quando então o lobo feroz estará na mesma fonte sorvendo a água ao lado do cordeiro pacífico.

Nesses dias que se aproximam, e de que fazeis parte, exultai com os corações voltados para Jesus e cantai hosanas.

Tendes o nome escrito no livro do reino dos Céus e esforçai-vos para que seja mantido diante da misericórdia inefável daquele que é o caminho para a verdade, que é o caminho para a vida: nosso Senhor Jesus Cristo!

Os Espíritos-espíritas trabalhadores da Casa de Ismael, mantenedora do lema Deus, Cristo e Caridade, aqui conosco, solicitam-nos para que lhes sejamos a voz pedindo: avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!

Muita paz, filhas e filhos, são os votos do servidor e amigo de sempre,

Bezerra.

 

 

Carta inédita, no Brasil, de Allan Kardec a Amélie-Gabrielle Boudet em 1861

07/10/2015 21:00

Carta inédita, no Brasil, de Allan Kardec a Amélie-Gabrielle Boudet em 1861 

agosto/2015 - Por Enrique Eliseo Baldovino - Jornal Mundo Espírita OnLine | Federação Espírita do Paraná 

Entre os tesouros doutrinários encontrados na França, recebidos pelo confrade Roger Perez das mãos de um descendente de Hubert Forestier, espiritista francês e antigo diretor de La Revue Spirite, durante os anos 1931-1971, que atuou no Movimento Espírita francês com o dirigente Jean Meyer (1855-1931) desde 1920, destaca-se uma raríssima Carta de Allan Kardec a sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet – Manuscrito de quatro laudas, datado de 20 de setembro de 1861 –, missiva que foi enviada a Paris pelo Codificador, de Lyon, cidade onde o mestre encontrava-se em viagem doutrinária (2ª viagem espírita).

Recebemos este formoso presente do Secretário Geral do Conselho Espírita Internacional – CEI, Charles Kempf, a quem agradecemos pela imensa gentileza, desde que a histórica Carta foi transcrita somente na França, nas páginas da Revue Spirite, órgão oficial do CEI,1 sendo, portanto, inédita no Brasil, seja na transcrição, seja na fotografia dos originais, ora publicados, por primeira vez em língua portuguesa – presente que desejamos compartilhar com todos.

A respeito do idioma espanhol, a Carta original, além de ser transcrita, já havia sido fotografada e editada, por nosso intermédio, para os leitores hispano-falantes, e analisada na nota do tradutor nº 399 àRevista Espírita de 1861 (EDICEI), como Manuscrito muito raro, anexo especial à tradução – do francês para o espanhol – desse ano,2 documentos catalogados na França com os números 8002 e 8003, referente aos arquivos das fotos da histórica Carta.

Contexto histórico da rara Carta

Estamos em 1861, ano da 2ª viagem espírita de Allan Kardec, que percorreu, com grande sacrifício, as cidades de Sens, Mâcon, Lyon, Bordéus, entre outras, a fim de levar a Doutrina nascente ao interior da França.

Mas deixemos falar melhor ao próprio Codificador, que, na Revista Espírita de outubro de 1861, registrou o seguinte, no Banquete oferecido ao Sr. Allan Kardec pelos vários Grupos de espíritas lioneses, a 19 de setembro de 1861, lançando para a posteridade as bases dos futuros Encontros de Dirigentes e Trabalhadores Espíritas:

Mais um banquete reuniu este ano certo número de espíritas em Lyon, com a diferença de que no ano passado havia uns trinta convivas, ao passo que agora contavam-se cento e sessenta, representando os diversos Grupos que se consideram como membros de uma mesma família, e entre os quais não há sombra de ciúme e de rivalidade, fato este que notamos com prazer. A maioria dos presentes era composta de operários e todos notavam a perfeita ordem que não deixou de reinar um só instante. É que os verdadeiros espíritas têm satisfação nas alegrias do coração e não nos prazeres barulhentos. (…)3

Esses dados são confirmados no Manuscrito analisado, especialmente o grande número de convivas (mais de cento e sessenta) à reunião-banquete de confraternização entre os diversos Grupos Espiritistas, representando as várias cidades do Movimento Espírita iniciante. À época, era de praxe que os líderes dos Grupos fizessem discursos-homenagens, como as alocuções do Sr. Dijoud, do Prof. Bouillant etc., especialmente ante a presença do emérito Codificador em suas terras, fechando esse ágape histórico com oDiscurso do Sr. Allan Kardec,4 que é um primor de lucidez doutrinária, em prol da união e da unificação dos espíritas e do Movimento, conteúdo atualíssimo para os nossos dias, do qual extraímos o seguinte trecho elucidativo (p. 314):

(…) Mas isto é obra do tempo. Deixemos a Deus o cuidado de fazer vir cada coisa a seu tempo; esperemos tudo de Sua sabedoria e rendamos-Lhe graças por nos ter permitido assistir à aurora que surge para a Humanidade e por nos haver escolhido como os pioneiros da grande obra que se prepara. Que Ele se digne espalhar Sua bênção sobre esta assembleia, a primeira em que os adeptos do Espiritismo estão reunidos em tão grande número, com o sentimento de verdadeira confraternidade. (…)4

Total apoio de Amélie-Gabrielle Boudet

Um dia depois da citada reunião de confraternização espírita, isto é, na sexta-feira, 20 de setembro de 1861, de Lyon – terra natal do Codificador e cidade dos mártires –, Allan Kardec escreve a mencionada Cartaa sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet, com um carinho comovedor, que dimensiona o profundo amor e respeito que Hippolyte Léon Denizard Rivail cultivava e sentia pela sua digna e valorosa companheira.

Amélie-Gabrielle Boudet (Thiais [Sena], França, 23.11.1795 – Paris, 21.01.1883) foi abnegada missionária, professora de Letras e de Belas-Artes, poetisa, desenhista, educadora emérita e autora de livros – Contos Primaveris (1825), Noções de Desenho (1826), O essencial em Belas-Artes (1828) –, mulher extraordinária na qual Rivail, o nosso insigne Codificador Allan Kardec (Lyon, França, 3.10.1804 – Paris, 31.3.1869), apoiou-se em todos os momentos, principalmente durante a Codificação Espírita.

A Sra. Allan Kardec tinha setenta e quatro anos, por ocasião da morte do marido. Sobreviveu-lhe até 1883, ano em que morreu com oitenta e nove anos, sem herdeiros diretos, pois não teve filhos.

Manuscrito foi finalmente enviado de Lyon a Paris, onde se encontrava a doce Gaby, como ele carinhosamente a chamava, e eis que o transcrevemos a seguir, por primeira vez num jornal de língua portuguesa.

Transcrição do Manuscrito

No raro e histórico Manuscrito Kardequiano, dirigido à sua Sra. Amélie, ressuma o grande afeto de H. L. D. Rivail pela sua amada esposa e nele encontramos dados inéditos, que merecem ser estudados no silêncio da meditação. Allan Kardec está intensamente emocionado pelo que viveu na véspera com os seus irmãos espíritas, e o conta em primeira pessoa:

Lyon 20 Sept. 1861.

Ma chère Amélie:

Je t’écris de nouveau sous l’impression de l’émotion de la journée d’hier; ce sont de ces évènements qui laissent dans la vie des traces ineffaçables. C’était, comme je te l’ai dit, le jour du banquet ; il y avait plus de 160 personnes; c’était à qui pourrait me serrer la main, me toucher même ; ceux qui ont pu me parler étaient, je crois, aussi heureux que s’ils avaient parlé à un roi ; un peu plus il y en a qui, s’ils l’eussent osé, auraient baisé le pan de ma redingote tant était grand leur enthousiasme.

Je laisse à penser si les discours ont été chaleureux. Le mien a produit une sensation profonde, ainsi que celui d’Éraste que tout le monde a justement applaudi et apprécié !

(force m’a été d’interrompre ma lettre et je ne puis la reprendre qu’aujourd’hui samedi)

Pour en revenir au banquet, c’était une chose à la fois admirable et touchante ; le commissaire de Police qui y avait été invité a pleuré d’émotion, et m’a serré les mains avec effusion. Après mes discours, j’ai parlé d’abondance pendant près de trois quarts d’heure, sans préparations, sans dessein prémédité et sans être le moins du monde intimidé devant cette nombreuse assemblée, où des personnes sont venues tout exprès de Mâcon et autres lieux pour y assister.

Hier vendredi j’ai visité des groupes sur différents points de la ville et distants de plus d’une lieue les uns des autres ; là le même accueil, le même enthousiasme ; j’ai parlé depuis 10 h ½ du matin jusqu’à 9 heures du soir, sauf l’interruption des trajets ; je suis rentré exténué.

Ce matin je suis allé prendre un bain qui m’a fait beaucoup de bien. Ce soir je vais à une autre réunion, mais plus aristocratique, où j’aurai encore bien des paroles à dire.

Ce n’est plus par centaines que l’on compte les spirites à Lyon, c’est par milliers. Partout il y a des médiums, et dans le nombre j’en ai vu des très bons. Dans l’un des groupes, il y avait un sergent de ville très bon médium et très bon spirite ; puis un forgeron, à la figure et à la tournure de cyclope, également très bon médium ; homme grave, intelligent et qui parmi les siens fait de nombreux prosélytes. Il est chef d’un groupe à Vaise, et comme je n’ai pu y aller, il y est venu ainsi que plusieurs de ses adeptes à une des réunions de la ville. En résumé, je trouve ici un progrès que j’étais loin d’espérer, et ce qu’il y a de particulier, c’est que partout on ne s’occupe du Spiritisme qu’au point de vue sérieux. Toutes les fois que j’ai entamé le chapitre des expériences physiques, j’ai vu que cela intéressait peu ; mais on était tout oreille, quand il s’agissait des conséquences morales et philosophiques. Mon voyage aura incontestablement un retentissement immense, et fera un grand bien même vis à vis de l’autorité. Le parti noir seul ne peut qu’en être horriblement contrarié !

Mon temps a tellement été pris, que je n’ai pu aller voir personne de ma connaissance. Je comptais repartir demain dimanche, mais comme je tiens à voir M. et Mme Rigolet, j’irai à leur campagne, ce qui renvoie mon départ à lundi. J’arriverai à Paris mardi à midi.

Ton bien affectionné

HLDR.1

Tradução inédita da Carta para a língua portuguesa

Lyon, 20 de setembro de 1861.

Minha querida Amélie:

Escrevo-lhe de novo sob a impressão da emoção da jornada de ontem; são esses eventos que deixam marcas inesquecíveis na vida. Como lhe dizia, era o dia do banquete: havia mais de 160 pessoas, das quais muitas vieram me cumprimentar e abraçar; outras conseguiram falar comigo, e creio que estavam tão felizes como se houvessem falado com um rei; um pouco mais e teria alguém que tivesse ousado beijar a barra do meu casaco, tão grande era o seu entusiasmo.

Ponho-me a pensar se os discursos foram expressivos. O meu produziu uma sensação profunda, assim como o de Erasto, que todos aplaudiram e apreciaram com justiça!

(Fui forçado a interromper a minha carta e somente pude retomá-la hoje, sábado.)

Voltando ao banquete, era algo admirável e, ao mesmo tempo, comovedor: o delegado de Polícia, que ali fora convidado, chorou de emoção e apertou minhas mãos com efusão. Após os meus discursos, falei abundantemente durante quase três quartos de hora, sem preparativos, sem uma intenção premeditada e sem sentir-me – no mais mínimo – intimidado perante essa numerosa assembleia, formada também por uma assistência que veio especialmente de Mâcon e de outros lugares.

Ontem, sexta-feira, visitei Grupos em diferentes pontos da cidade, distantes uns dos outros em mais de uma légua; lá aconteceu a mesma acolhida, o mesmo entusiasmo. Falei desde as 10 e meia da manhã até as 9 horas da noite, excetuando a interrupção dos trajetos; voltei extenuado.

Esta manhã fui tomar um banho, o que me fez muito bem. Esta noite vou a outra reunião, porém, mais aristocrática, onde ainda terei muitas coisas a dizer.

Já não são mais por centenas que se contam os espíritas em Lyon, senão por milhares. Em toda parte há médiuns, e entre os que tenho visto existem muito bons. Em um dos Grupos encontrei um guarda municipal que é muito bom médium e muito bom espírita. Depois tinha um ferreiro, de grande constituição física, igualmente muito bom médium: homem sério, inteligente e que, entre os seus, inspira a numerosos adeptos; ele é o chefe de um Grupo em Vaise, e como eu não pude ir lá, ele veio cá – com vários confrades seus – a uma das reuniões na cidade. Em resumo, encontro aqui um progresso que estava longe de esperar e, o que há de particular, é que por todas partes se dedicam ao Espiritismo do ponto de vista sério. Todas as vezes que abordei o tema das experiências físicas, notei que isto interessava pouco; mas todos prestavam atenção quando eram tratadas as consequências morais e filosóficas. Minha viagem terá indiscutivelmente uma imensa repercussão e fará um grande bem, inclusive perante as autoridades. Só o partido negro pode estar horrivelmente contrariado!

Estive ocupado de tal modo que não tive tempo para visitar os meus conhecidos. Tinha a intenção de partir amanhã, domingo, mas como desejo ver ao Sr. e à Sra. Rigolet, irei à sua casa de campo, o que transfere minha partida para a segunda-feira. Chegarei a Paris na terça-feira ao meio-dia.

Teu muito amado,

HLDR.2

Alguns comentários ao Manuscrito

         a) Como observamos no texto inédito no Brasil, a Carta foi escrita em dois dias, em 20 e em 21 de setembro de 1861 (sábado), pois Allan Kardec interrompeu a missiva por motivos que desconhecemos. Imaginamos que seja pelo grande cansaço físico, porque Kardec falou no dia anterior desde as 10h30 até as 21h, ante diversos públicos, viajando constantemente de um Grupo a outro por Lyon e arredores. (Entre Paris e Lyon há uma distância de aproximadamente 400 km)

b) Muito importantes as conclusões do eminente Codificador sobre os diversos assistentes aos seus discursos, público de todas as camadas sociais – principalmente da classe operária –, que se davam as mãos sob a égide da Doutrina Espírita. Observemos o destaque de Kardec ao se referir às experiências ou manifestações físicas: notou que isso interessava pouco; o interesse maior estava na questão moral e filosófica, ou seja, nas consequências ético-morais, religiosas e educacionais a que o Espiritismo conduz. Esta é também uma grande lição doutrinária para os dias atuais.

c) Kardec faz referência às profundas palavras do Espírito Erasto, muito apreciadas e aplaudidas, epístola que também consta na Revista Espírita de outubro de 1861, sob o título: Epístola de Erasto aos espíritas lioneses – Lida no banquete de 19 de setembro de 1861,5 e que o Espírito ditou na Société Parisienne des Études Spirites, especialmente para os espíritas de Lyon, antes do Codificador sair em viagem doutrinária, o que demonstra um excelente planejamento em todos os sentidos, dos encarnados e dos desencarnados. Damos, para os atentos leitores, algumas pinceladas da emotiva Epístola:

Não é sem a mais suave emoção que venho entreter-me convosco, caros espíritas do Grupo lionês. Num meio como o vosso, onde todas as camadas se confundem, onde todas as condições sociais se dão as mãos, sinto-me cheio de ternura e de simpatia, e feliz por vos poder anunciar que nós todos, que somos os iniciadores do Espiritismo na França, assistiremos com muito viva alegria os vossos ágapes fraternos, aos quais fomos convidados por João e Irineu, vossos eminentes Guias espirituais. Ah! esses ágapes despertam em meu coração a lembrança daqueles em que todos nos reuníamos, há mil e oitocentos anos, quando combatíamos contra os costumes dissolutos do paganismo romano, e quando já comentávamos os ensinos e as parábolas do Filho do Homem, morto, para a propagação da ideia santa, sobre a árvore da infâmia. Meus amigos, se o Altíssimo, por efeito de Sua infinita misericórdia, permitisse que a lembrança do passado pudesse brilhar um instante em vossa memória entorpecida, recordar-vos-íeis dessa época, ilustrada pelos santos mártires da plêiade lionesa: SanctusAlexandreAttaleEpisode, a doce e corajosa BlandineIrineu, o bispo audaz, dos quais muitos dentre vós então formáveis cortejo, aplaudindo seu heroísmo e cantando louvores ao Senhor; também vos lembraríeis de que vários dos que me ouvem regaram com o seu sangue a terra lionesa, esta terra fecunda que Eucher e Gregório de Tours chamaram a pátria dos mártires. Não os nomearei; mas podeis considerar os que, em vossos Grupos desempenham uma missão, um apostolado, como tendo sido mártires da propagação da ideia igualitária, ensinada do alto do Gólgota, pelo nosso Cristo bem-amado! (…)5[Cursiva original.]

d) A respeito dos corajosos mártires de Lyon, citados na Epístola de Erasto, discípulo de São Paulo, leia-se a nota do tradutor nº 399 em nossa tradução da Revista Espírita de 1861,2 onde elencamos dezenas de mártires lioneses, alguns infelizmente esquecidos na atualidade. Digno de nota, também, a alusão que o Espírito Erasto faz da reencarnação de alguns desses mártires de Lyon nas fileiras espíritas, sendo que vários dos que me ouvem regaram com o seu sangue a terra lionesa. E continua o seguidor do Apóstolo dos Gentios, enunciando profundas palavras que parecem ter sido pronunciadas para os dias de hoje:

(…) Hoje, caros discípulos, aquele que foi sagrado por São Paulo vem dizer-vos que vossa missão é sempre a mesma, porque o paganismo romano, sempre de pé, sempre vivaz, ainda enlaça o mundo, como a hera enlaça o carvalho; deveis, pois, espalhar entre os vossos irmãos infelizes, escravos de suas paixões e das paixões alheias, a sã e consoladora doutrina que meus amigos e eu viemos vos revelar, por nossos médiuns de todos os países. (…)5

e) Já não são mais por centenas que se contam os espíritas em Lyon, senão por milhares. O mestre lionês observa e anota os passos agigantados que o Movimento Espírita iniciante está dando no interior da França, em 1861, e que terá o seu auge na sua terceira grande viagem espírita em 1862,1 onde visitou doutrinariamente mais de vinte cidades, participando de aproximadamente cinquenta reuniões, percorrendo um trajeto de 693 léguas, que correspondem – nada mais e nada menos – a 3.862 quilômetros, nos parcos transportes da época! Sim, os seus elevados objetivos eram: levar o Espiritismo nascente ao interior da França e depois ao Exterior, conhecer o real estado da Doutrina nas várias cidades visitadas e observar a maneira como era compreendida nos seus diversos aspectos.

f) O homem Rivail-Kardec surge nestas páginas de forma cativante e comovedora. Estamos mais acostumados à faceta clássica do Codificador Allan Kardec, à sua personalidade austera – por causa da espinhosa e grande missão –, como pesquisador frio e arguto dos fenômenos espirituais e das suas lógicas consequências morais, como investigador totalmente dedicado à Doutrina, à Sociedade de Paris, à organização do Movimento, à Revue Spirite, à compilação e preparo das Obras etc.

Por outro lado, vemos na Carta um homem carinhoso, familiar, preocupado com sua esposa Amélie, com a visita aos seus conhecidos e amigos, dedicando-se com bonomia aos irmãos espiritistas e aos convivas, enfim, um pouco mais expansivo, exatamente como quando o casal Kardec reunia-se na sua residência daVille de Ségur com Pierre-Gaëtan Leymarie e demais confrades queridos, atendendo-os com bom humor, sorriso franco, largo e comunicativo, conservando-se sempre digno e sóbrio em suas expressões, segundo o registro da Biographie d’Allan Kardec, de Henri Sausse. Kardec é, portanto, um homem integral, ladeado por uma mulher integral: Amélie Boudet.

Conclusão

Ao concluir a nossa pesquisa, somos imensamente gratos ao Codificador pelo seu ingente sacrifício e pela abnegação das suas Viagens Espíritas, que ensejaram estes documentos de rara beleza, humana e doutrinária, além da criação e fortalecimento dos Grupos Espiritistas que ele mesmo ajudou a fundar e, consequentemente, a nutrir, com a sua presença física e à distância, como verdadeiro líder e vanguardista do Espiritismo.

Na retaguarda do Movimento e da família, a corajosa Amélie-Gabrielle Boudet, essa mulher notável, que tanto tem oferecido à Humanidade no seu anonimato ativo e dinâmico, ensejando ao seu esposo a dedicação total ao Ideal Maior.

Que Amélie e Allan Kardec recebam, pelo pensamento, a nossa imensa gratidão e respeito, em forma de vibrações de reconhecimento e de sincera reverência dos seus irmãos espíritas do Brasil, da Argentina e do mundo.

Referências:

1 REVUE SPIRITE. Organe officiel du Conseil Spirite International. Le Voyage Spirite de 1862 – Le Cent-Cinquantenaire. Artigo de Miguel Ramos, que transcreveu a rara “Carta de Allan Kardec a Amélie-Gabrielle Boudet” (p. 7). 4º trimestre de 2011, pp. 6 e 9.

2 KARDEC, Allan. Revista Espírita – Periódico de Estudios Psicológicos (Año IV, 1861). Anexo especial com os originais fotografados da raríssima Carta de Allan Kardec a su esposa Amélie-Gabrielle Boudet. Lyon, 20/09/1861. Tradução, do francês para o espanhol, de Enrique Eliseo Baldovino. Nota explicativa do tradutor nº 399 sobre a Carta, com transcrição e publicação do Manuscrito. Brasília, DF: EDICEI. Tradução, também nossa, da Carta, do francês para o português, e realização da pesquisa histórica sobre os mártires de Lyon. Gentileza por el envío del Manuscrito del Sr. Charles Kempf, Secretario General del Consejo Espírita Internacional – CEI.

3 ________. Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos, EDICEL, p. 309, out. 1861. Tradução de Júlio Abreu Filho.

4 Op. cit, p. 312-318.

5 Op. cit., p.319-324.

 

 

Gravidez e Mediunidade

22/06/2015 09:51

Necessidade de Análise

25/05/2015 09:42

Os Espíritas precisam meditar sinceramente sobre: 

1.      “Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares. (...) Essa verificação universal constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias    contraditórias. Aí é que, no porvir, se encontrará o critério da verdade.” - Allan Kardec  (ESE  Introdução: Autoridade da Doutrina Espírita)

2.       “É preferível rejeitar nove verdades, que aceitar uma só mentira", Erasto, contida em "O Livro dos Médiuns".

3.      “Se algum dia eu disser alguma coisa que contraria os conceitos de Jesus e Kardec, fique com eles e esquece-me.” Emmanuel.

 

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MEDIUNIDADE: PROJETO REENCARNATÓRIO VISANDO TRANSIÇÃO PLANETÁRIA!

 

 (Artigo ínsito na Revista Reencarnação nr 441 - junho 2011)

A mediunidade é uma grande alento sob qualquer angulo em que for apreciada, porque nos proporciona, além do resgate de faltas do pretérito, a oportunidade impar de ao tempo em que nos reformulamos moralmente, colaborarmos em uníssono no processo de Regeneração da Humanidade.
Pela ocasião em que se comemora 150 anos de Publicação (15 de Janeiro de 1861), lemos com satisfação, nos periódicos, jornais, revistas, bem como: blogs, espaços da Internet e outros meios de comunicação; artigos na sua grande maioria, evocando o item 159 de "O Livro dos Médiuns"
Fazendo uma análise da frase de Kardec;
"Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva..." (1), chamamos a atenção dos leitores para as palavras "organização mais ou menos sensitiva" (1), refletindo, em paralelo, a citação de Manoel Philomeno de Miranda, no Livro Vivência Mediúnica: "Antes de reencarnarem, na fase preparatória que experimentaram no Mundo Espiritual, tiveram o perispírito e o corpo físico planejados pelos técnicos em reencarnação no sentido de lhes ajustarem as estruturas, para que, no momento próprio, eclodissem ou se ampliassem as percepções extra físicas, iniciando-se a tarefa de intercâmbio espiritual. Foram adestrados para o trabalho que ora desempenham, (...)".
Infere-se que os médiuns, - indivíduos mais vibráteis, com uma maior facilidade de desligamento, sensibilidade e capacidade de sintonizar com as vibrações mais sutis do mundo espiritual, tem todo um preparo, em razão da solicitude de Deus para conosco, sendo aquela constituição (organização mais ou menos sensitiva) de que Kardec se refere, o corpo físico e o Perispírito, elaborados em razão das tarefas que irão desempenhar no mundo físico. Desta forma é intrinsecamente necessário que estejam conscientes de que a faculdade lhes é conferida para crescerem moralmente e se colocarem a serviço dos espíritos, tornando-se interpretes, concorrendo para o grande trabalho da transição planetária. Tarefa honrosa em esclarecimento de Bezerra de Menezes;
(...) Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizados, as suas aflições contornadas, (...) (3)
Todo esse planejamento exigirá o concurso de muitos espíritos, os quais participarão, direta ou indiretamente, das relações do reencarnante. Embora planejadas, poderá haver alterações, a depender do livre arbítrio. A Reencarnação passa então a ter um objetivo. Cada ação corresponde a implicações, agravadas pelo fato de o indivíduo possuir conhecimentos em ampla escala.
Há também delineado, métodos educativos coletivos, os quais visam alcançar grupos de espíritos necessitados de um mesmo aprendizado. Allan Kardec há 143 anos, por ocasião da publicação de "a Gênese", já nos alertava, juntamente com mensagens atuais de acordo com a "universalidade do ensino dos espíritos" preconizada pelo mesmo, sobre os abalos sísmicos, a alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais, nas mensagens a seguir:
a. "Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados." (4)
b. (...) Quando insulado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. Muito outro é o efeito, quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as proporções que assuma, numa geração, pode modificar profundamente as idéias de um povo ou de uma raça. É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que em todas as épocas da História, às grandes crises sociais se seguiu uma era de progresso. (5)
c. (...) ameaçando a estabilidade da civilização: política, econômica, social e, sobretudo, moral, caracterizando estes como os dias das antigas Sodoma e Gomorra das anotações bíblicas... Poder-se-ia acreditar que o caos seria a conclusão final inevitável, entretanto, a barca terrestre que singra os horizontes imensos do cosmo não se encontra à matroca. Jesus está no leme e os seus arquitetos divinos comandam os movimentos que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais. Iniciada a era nova, surge, neste mesmo século XXI, o período prenunciador da paz, da fé religiosa, da arte e da beleza, do bem e do dever. (6)
A par do aumento crescente da população mundial, o U.S. Census Bureal (órgão responsável internacionalmente pela demografia mundial) (7) em pesquisa realizada no dia 19 de Maio de 2011 - nos traz o dado de que, encarnados seríamos: 6,919,475,812, ainda nos informando que ao dia aumenta a população (já considerada a diferença taxa de natalidade versus taxa mortalidade): 220.000 - por Hora: 9.160. Também fazendo parte deste processo solicito de Deus em relação ao planeta, Manoel Philomeno de Miranda nos esclarece, sem deixar porém de alertar sobre nossa responsabilidade, pois que esperam nossa contribuição tanto espiritual quanto moral;
"Esse aluvião de recomeçantes violentos na roupagem física, dando prosseguimento às condutas que horrorizam uns e atraem outros, não são frutos do acaso, mas de bem cuidadosa programação superior, a fim de facultar-lhes o ensejo que a todos a Misericórdia Divina concede em favor de cada qual. A sociedade espiritual encarregada de apressar o progresso da Terra utiliza-se de delicados e complexos equipamentos para a seleção dos espíritos que devem reencarnar-se, reunindo-os em grupos volumosos, todos portadores dos mesmos transtornos emocionais e necessidades de transformação moral. (...) "Esses irmãos da retaguarda evolutiva, que esperam nossa contribuição Espiritual e moral, através dos exemplos, dos ensinamentos e da compaixão que a caridade irradia na sua direção, à medida que vivenciam a forma orgânica, diminui-lhes a densidade das energias deploráveis que os envenenam. ". (8)
Que reecarnamos para contribuir a favor da nova era, com um programa bem delineado, previamente estabelecido, nos diz Bezerra de Menezes, não acontecem ao acaso; comprometendo-nos com a tarefa, firmando com Jesus o compromisso de servi-lo com abnegação, mesmo no sacrifício:
a. "Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. (...) (9)

b. "Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas. Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares. (3)

c. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus... Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganando-vos. (...) Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento. (3)
d. "firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus, antes de mergulhardes na indumentária carnal, de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício." (9)
Necessário se faz aos médiuns, a par de todo esse cabedal de conhecimentos que o Espiritismo lhe proporciona, realizarem o esforço ingente, porém perseverante, no que tange a sua reforma íntima, ao tempo em que se conscientizam que não se encontram no corpo físico para satisfação de suas necessidades, " (...) Este dom de Deus não é concedido ao médium para seu deleite e, ainda menos, para satisfação de suas ambições, mas para o fim da sua melhora espiritual e para dar a conhecer aos homens a verdade." (10), porém de adrede programação, com o objetivo de colaborar no processo de transformação do planeta, posicionando-se:
* em suas atitudes - o exemplo vivo da regeneração;
* em suas palavras - o encaminhamento doce para a modificação daquele que o ouve;
* em sua tarefa - proporcionar o roteiro, caminho, farol, o norte de todos quantos, no corpo físico ou fora dele, poderão finalmente afirmar "já não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim" (11);
* em seus pensamentos - a emissão consciente e sincera do bem, construindo a própria e coletiva atmosfera psíquica, para que a nível vibracional em uníssono mundo corporal e mundo espiritual, a uma só emissão. Declararmos: Jesus sê conosco! Teu reino já faz parte de nosso mundo!
"que demonstremos a grandeza do amor em Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem e se debatam, mas que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto. (09)
"Jesus está no leme" (6)
Bibliografia.
(1) Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, Cap. XIV, item 159
(2) Projeto Manoel Philomeno de Miranda - Vivência Mediúnica, Cap. III
(3) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - A nova era (13.11.2010 -Los Angeles)
(4) Kardec, Allan - A Gênese - Cap. XVIII, A geração nova, item 2
(5) Kardec, Allan - A Gênese - Cap. XVIII, A geração nova, item 33
(6) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Novas responsabilidades (09.05.2010 Varsóvia - Polônia)
(7) https://www.census.gov
(8) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda - Reencontro com a vida, Cap. 20
(9) Franco, Divaldo Pereira, Pelo Espírito Bezerra de Menezes - Transição da Terra (18.04.2010-Brasília)
(10) Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, Cap. XVII, item 220
(11) Paulo - (Gálatas 2,20)

 

NOVO PERÍODO - Assista ao vídeo (youtube) - 

Depois do texto assista ao vídeo

 

 

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco no encerramento das comemorações do centenário de nascimento de Chico Xavier realizadas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília - DF, na tarde de 18 de abril de 2010). Ínsita no reformador julho de 2010.

"Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. A grande noite que se abatia sobre a terra lentamente cede lugar ao amanhecer de bênçãos, retroceder não mais é possível.
Firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus antes de mergulhares na indumentária carnal de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício.
Alargando-se os horizontes deste amanhecer que viaja para a plenitude do dia, exultemos juntos, os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras; mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exortam a existência do corpo ou fora dele. Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martírio nosso, seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho, o testemunho silencioso nas paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles ainda se comprazem em gerar dificuldades tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.
Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax e na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas, geológicas, as mudanças morais serão inadiáveis. Que sejamos nós aqueles Espíritos Espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto.
Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós, que seja o nosso escudo o Amor, as nossas ferramentas o Amor, e a nossa vida um Hino de Amor, são os votos que formulamos os Espíritos Espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.

Com muito carinho o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra, muita paz filhas e filhos do coração."